Qual o poder da IA no setor da saúde

O uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no setor da saúde é um mercado em plena expansão. Mais do que aprimorar diagnósticos, agilizando processos e otimizando a gestão hospitalar e de planos de saúde. O avanço impressiona: o último modelo de IA da OpenAI, nomeado o1, acertou 82% da prova de residência na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), um dos exames mais exigentes do país.

No cenário global, a pesquisa State of AI, da McKinsey, mostra que o uso de IA generativa por empresas de todos os setores praticamente dobrou. Em 2023, 33% dos entrevistados disseram que suas empresas já utilizavam essa tecnologia em ao menos uma função; em 2024, esse número saltou para 65%.

A Dynadok está entre as startups que estão aproveitando o potencial da IA para desenvolver setores cruciais da economia, como a saúde. Nova no mercado, a startup criou uma tecnologia própria de validação documental por IA, que agiliza processos, reduz custos e elimina erros manuais, impactando diretamente na produtividade das empresas.

Nos convênios médicos, a IA da Dynadok é aplicada na análise de documentos de reembolso de consultas, na validação da documentação necessária para a alteração de planos de saúde e na admissão de novos clientes, processos tradicionalmente burocráticos e demorados. Já em hospitais, a tecnologia se destaca, por exemplo, na avaliação de documentos pré-cirúrgicos, reduzindo o tempo de processamento, especialmente nos hospitais que têm convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), onde a validação manual de documentos pode ser exaustiva.

A tecnologia da Dynadok é capaz de reduzir em 95% o tempo gasto nas análises documentais. Em empresas que já utilizam a IA da startup, a produtividade aumentou em até 30%. “O trabalho que antes demorava horas ou dias agora é feito em segundos”, diz o CEO da Dynadok, Willian Valadão. “Na área da saúde, a agilidade promovida pela IA é crucial. Reduzir a burocracia contribui para salvar vidas”, ressalta.

Isso é possível porque a startup utiliza uma abordagem mais sofisticada de IA, o Intelligent Document Processing (IDP). “Enquanto a maioria das empresas, no Brasil e no mundo, ainda utilizam RPA [Robotic Process Automation] para a validação de documentos, nossa solução vai além, entregando uma automação mais inteligente e rápida”, afirma o executivo. A IA tem o potencial de mudar completamente a forma como a saúde é administrada.

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