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Incor desenvolve projeto inédito de desidentificação automatizada em imagens médicas

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O Incor a Intel firmou uma parceria para desenvolver uma série de soluções dentro do conceito do ecossistema hospital digital wireless, com a criação de um andar do hospital reservado para os projetos pilotos que fazem parte da iniciativa.

O Incor é um hospital público universitário de alta complexidade, especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. Ele parte do Hospital das Clínicas e também utilizado no campo de ensino e de pesquisa para a Faculdade de Medicina da USP.

“Além de ser um polo de atendimento – desde a prevenção até o tratamento, o InCor também se destaca como um grande centro de pesquisa e ensino”, explica Guilherme Rabello, gerente Comercial e Inteligência de Mercado do InovaIncor, da Fundação Zerbini, que dá suporte ao hospital.

A Intel e o InCor com a Fundação Zerbini estão usando o espaço para instalar e experimentar as novas tecnologias de processamento de dados sem fio e de tecnologia da Intel para melhorar os processos de trabalho e os fluxos de trabalho das equipes de atendimento ao paciente e experiências de pacientes e familiares.

Um dos projetos inovadores em nível mundial consiste no uso de algoritmo de inteligência artificial, que com alta precisão de identificação do texto permite realizar um processo de desidentificação automatizada, chegando em alguns tipos de exames diagnóstico a precisão de 100%.

O Incor e a Intel desenvolveram um aplicativo de Desidentificação Automatizada de Imagens Médicas (AMIDI),  que apaga as informações pessoas das imagens médicas que são usadas para fins de pesquisa (como apresentações) e frequentemente contêm informações incorporadas sobre a identificação do paciente (por exemplo, a imagem abaixo contém o nome do paciente – imagem fornecida com permissão do proprietário). Essas imagens devem ser manipuladas para apagar as informações do paciente (como identificação, nome e idade) que são uma tarefa demorada quando realizadas manualmente.

“As imagens médicas de exames já armazenados em grandes bibliotecas, no entanto, é necessário garantir a confidencialidade das informações, impedindo que outras pessoas identifiquem o paciente com base nas imagens, o que vem em consonância com a Lei de Proteção de Dados”, enfatiza Rabello, acrescentando que “que há desafios em alguns tipos de exames, sendo necessário aprimoramento do algoritmo de IA”.

Outros projetos

Outros projetos em desenvolvimento no INCOR incorporarão novas tecnologias digitais, integrando-as dentro de sua infraestrutura atual e revisando os serviços hospitalares, a experiência do paciente, a assistência clínica e fluxos de trabalho das equipes.

As ações iniciais cobrirão pacientes e profissionais em ambientes reais de internação em enfermaria e UTI, salas de treinamento profissional, salas de familiares, espaços de trânsito hospitalar, dentre outros.

Um deles é a Farmácia Digital Beira-leito com rastreamento de medicamentos; o Painel Digital de Enfermagem e MedKart; UTI digital integrada e lateralização otimizada do paciente; treinamento de profissionais usando tecnologia de Realidade Virtual; engajamento do paciente com realidade virtual e conteúdos visuais.

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