segunda-feira, julho 22, 2024
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Einstein incorpora uma nova opção terapêutica em seu centro de reabilitação

por Redação
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O Einstein incorpora uma nova opção terapêutica em seu centro de reabilitação, a chamada TMS (Transcranial Magnetic Stimulation) – em tradução simples, “estimulação magnética transcraniana”. A tecnologia utilizada para neuromodulação não invasiva, um procedimento não cirúrgico utilizado para tratar diversos distúrbios neurológicos, estará disponível para os pacientes da organização. 

Ao contrário da estimulação invasiva (também já disponibilizada no Einstein), a estimulação não invasiva não precisa de cirurgia. “Por meio de pulsos magnéticos, a técnica permite estimular ou inibir áreas específicas do cérebro, e assim modular a atividade neuronal. Dessa forma, é possível potencializar e direcionar o processo de plasticidade cerebral, ajudando na reabilitação e tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas”, explica Marcel Simis, neurologista do Einstein e coordenador do subgrupo de neuromodulação do GMA (grupo médico-assistencial) de Reabilitação. 

A TMS já possui a regulamentação pelo CFM para tratamento da depressão, e tem um bom nível de evidência científica de eficácia para outras doenças, como a dor neuropática crônica. Ainda, pode ser utilizada para tratamento de condições de saúde com menor nível de evidência de eficácia, nas indicações chamadas off label (não previstas na regulamentação do CFM). Entre essas indicações destacam-se a reabilitação motora de pacientes que sofreram AVC e com doença de Parkinson; reabilitação de afasia e disfagia (condições que afetam a comunicação e a deglutição) também pós-AVC; e reabilitação cognitiva. No Einstein, a incorporação do serviço será apoiada por especialistas em neurologia, fisiatria, neurofisiologia e psiquiatria, garantindo a aplicação da técnica a partir de embasamentos científicos.

De acordo com Milene Ferreira, gerente médica de Reabilitação e Medicina Esportiva do Einstein, a reabilitação realiza, em média, 11 mil atendimentos por mês, sendo que, destes, 60% são dados a pacientes de maior complexidade, com condições que podem exigir um cuidado interdisciplinar, como: doenças neurológicas e cardiopulmonares de alto risco, fragilidades relacionadas à idade, perda funcional após internação prolongada ou internações críticas, complicações secundárias a diagnósticos ou tratamentos oncológicos, paralisia cerebral, dentre outras.

“Nossa responsabilidade é enorme no contexto de devolver qualidade de vida e independência funcional para esses pacientes, por isso buscamos sempre aprimorar nossas tecnologias e opções terapêuticas disponibilizando novas técnicas e abordagens que promovam um impacto positivo no cuidado com o paciente”, afirma Milene. 

A neuromodulação não invasiva se somará às terapias convencionais multiprofissionais disponibilizadas aos pacientes – hoje ainda consideradas como padrão ouro para reabilitação de quadros neurológicos –, como o uso de medicamentos (em quadros de distúrbios psiquiátricos) e sessões de fisioterapia (em casos de reabilitação motora). A técnica auxiliará e melhorará as condições clínicas de pacientes que podem ter suas respostas cerebrais ao tratamento da patologia de base favorecidas por essa tecnologia.

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