Avanço da tecnologia na saúde desponta inteligência artificial, telemedicina e segurança da informação

No dia 11 de abril, participei do evento da Primme in House, reunindo CIOs, gestores e executivos do setor da saúde para debatermos o impacto transformador da tecnologia. Foi uma ocasião significativa, repleta de insights e aprendizados que merecem ser compartilhados e refletidos.

O tema central do evento, “Simulação de Ataque Cibernético em Tempo Real”, foi uma iniciativa visionária para conscientizar os participantes sobre os riscos cibernéticos que assolam o setor da saúde e as melhores práticas de proteção. Sob a orientação de especialistas como Ricardo Tavares, da Gemina Threat Intelligence, a simulação proporcionou uma experiência imersiva, permitindo aos participantes entenderem na prática os desafios e impactos de um ataque cibernético.

Além da simulação, o evento ofereceu uma gama de palestras e debates conduzidos por especialistas, abordando diversos temas cruciais para a interseção entre tecnologia e saúde. Destaco alguns pontos que merecem atenção:

A Segurança da Informação emergiu como um tema essencial, destacando estratégias vitais para proteger os dados sensíveis contra ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas. No mundo digitalizado em que vivemos, onde a quantidade e sensibilidade dos dados de saúde armazenados são cada vez maiores, a proteção dessas informações tornou-se uma prioridade absoluta. Estratégias como criptografia robusta, autenticação multifatorial, monitoramento contínuo de ameaças e educação cibernética para funcionários e pacientes são fundamentais para fortalecer as defesas contra os ataques cada vez mais sofisticados perpetrados por agentes mal-intencionados. A integridade e confidencialidade dos dados de saúde não são apenas uma questão de conformidade regulatória, mas também uma questão de confiança do paciente e responsabilidade ética por parte das instituições de saúde.

A Telemedicina, por sua vez, é uma ferramenta poderosa para otimizar a qualidade do atendimento ao paciente e reduzir custos, especialmente em contextos de crise como a pandemia. Ao permitir consultas médicas remotas e o acompanhamento contínuo dos pacientes por meio de tecnologias de comunicação e monitoramento, a telemedicina supera barreiras geográficas e temporais, proporcionando acesso rápido e conveniente aos cuidados de saúde. Além disso, ao reduzir a necessidade de deslocamento físico dos pacientes e profissionais de saúde, a telemedicina não apenas aumenta a eficiência dos serviços de saúde, mas também contribui para a redução dos custos operacionais e logísticos, proporcionando uma resposta mais ágil e adaptável a situações de emergência, como a pandemia de COVID-19.

Inteligência Artificial segue em destaque como uma ferramenta revolucionária, capaz de automatizar tarefas rotineiras e repetitivas, otimizando assim o tempo dos profissionais de saúde e permitindo que eles se concentrem em atividades de maior valor agregado. Além disso, a IA tem o potencial de aprimorar a tomada de decisões clínicas ao analisar grandes volumes de dados de pacientes, identificar padrões e tendências, e fornecer insights valiosos que podem apoiar diagnósticos mais precisos e planos de tratamento mais eficazes. Por fim, a personalização do atendimento ao paciente é potencializada pela IA, que permite a adaptação dos cuidados de saúde de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, levando em consideração seu histórico médico, perfil genético, preferências pessoais e até mesmo o contexto social e ambiental em que estão inseridos. Essa capacidade de personalização pode levar a uma experiência de cuidado mais humanizada e eficaz, promovendo melhores resultados clínicos e satisfação do paciente.

Patrícia Hatae, CIO do Grupo São Cristóvão Saúde.

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