terça-feira, julho 16, 2024
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Da prevenção a personalização, como a IA pode ser aplicada a saúde?

por Bruno Lauterjung
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Em um relatório divulgado pela Nutanix constatou que, cerca de 85% das organizações estão planejando aumentar seus investimentos em TI especificamente para apoiar a IA, fato que, demonstra a clara busca do setor por aplicações reais dessa tecnologia. Mas quais são essas aplicações?

Rafael Kenji, CEO da FHE Ventures e Health Angels Venture Builder

Rafael Kenji, CEO da FHE Ventures e Health Angels Venture Builder, comentou a respeito dos principais usos da IA que ele tem acompanhado. Para ele, hoje a Saúde Digital, ou Saúde 4.0, é dividida em 4 P’s, preventiva, preditiva, participativa e personalizada, sendo a Inteligência Artificial aplicada a todos eles.

Preditiva e preventiva

Segundo Kenji, na preditiva tecnologias como Big Data e Machine learning são aplicáveis, podendo reconhecer padrões de adoecimento ou comportamento de uma determinada população, e dessa análise pode-se reconhecer diversos alertas a respeito de doenças que possam afetar essas populações.

Para o executivo, o uso mais importante dessa tecnologia será na prevenção, que segundo ele, poderá auxiliar na prevenção de diversas doenças ocasionadas por maus hábitos, como o câncer de pulmão, infarto, avc ou até mesmo obesidade, que pode levar a outras condições clínicas.

“Quando a inteligência artificial identifica uma forma de induzir as pessoas a prevenir, temos uma melhora significativa na saúde. Como apontam dados da OMS, para cada um real investido com prevenção, deixamos de gastar outros quatro com tratamento.”, afirma.

Enio Moraes, CIO da Semantix

Além dele, outro especialista comentou a respeito do tema, em um artigo publicado nesta sexta-feira, 14, na TI Inside, Enio Moraes, CIO da Semantix, falou sobre como a Inteligência Artificial poderá ajudar na prevenção das doenças cardíacas.

Sendo assim, Enio destacou a habilidade e precisão que a IA possui para prever um ataque cardíaco com até 10 anos de antecedência, o que para ele, trata-se de uma mudança fundamental em como abordamos a medicina preventiva.

“O papel da IA na saúde vai além de algoritmos e dados. Trata-se de uma abordagem mais humana e proativa ao setor de saúde — é a chance de transformar diagnósticos em previsões precisas e tratamentos em prevenções eficazes.”, aponta.

Participativa e personalizada

Com relação a participativa e personaliza, Kenji, explica que é quando as organizações colocam o usuário no centro do cuidado. Desse modo, ele associou a aplicação da IA com casos do dia-a-dia, como seleção de melhor caminhos ou restaurantes, comparando o cliente com o paciente, podendo ter aplicações muito semelhantes.

“Contundo, na área da saúde o usuário, que é o paciente, está pouco acostumado em ser o centro do cuidado, é algo que ainda vemos muito na teoria, mas na prática nós não vemos acontecendo com muita frequência, excluindo os grandes. Hoje em dia, principalmente São Paulo, Porto Alegre, e outras capitais utilizam mais esse conceito, até porque ele gera economia e melhora a qualidade da Saúde”, finaliza.

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