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Hospitais Pequeno Príncipe (PR) e Sabará (SP) começam a realizar monitoramento remoto de crianças com comorbidades

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Crianças com comorbidades, atendidas nos hospitais infantis Pequeno Príncipe (PR) e Sabará (SP) começaram a receber o kit tecnológico portátil que permite a realização de exame físico remoto, denominado TytoCare. Com a ferramenta é possível acompanhar os pacientes à distância e com segurança, sem a necessidade de deslocamento ao hospital, o que minimiza o risco de contaminação pela Covid-19 e reduz custos. O equipamento tem sido utilizado por pacientes que acabaram de receber alta, após uma cirurgia, ou que possuem um quadro crônico que tenha se agravado, em uma iniciativa em parceria com a Tuinda Care, empresa distribuidora da tecnologia no Brasil.

Com o dispositivo é possível monitorar diversas doenças como cardiopatia congênita, fibrose cística, asma e até mesmo quadros de Covid-19, dentre muitas outras. Para utilizar o kit em casa é preciso apenas de internet. O médico acessa a plataforma de seu consultório e controla as funções do equipamento à distância, guiando o paciente ou cuidador na condução dos exames. Além disso, a ferramenta possui inteligência embarcada em sua interface, o que permite que qualquer pessoa consiga fazer tudo intuitivamente.

A expectativa dos médicos, que elegeram os primeiros pacientes a receberem o dispositivo, é de diminuir as idas ao hospital para consultas de rotina em até 75%. “Uma das crianças que já receberam o kit é uma menina de 2 anos com cardiopatia, que está na fila de transplante. O ideal é que ela passe em consulta duas vezes por semana. Mas, devido ao risco de contaminação por Covid-19, agora ela poderá fazer as consultas virtuais, realizar os exames para acompanharmos o padrão respiratório, a frequência respiratória e cardíaca com o TytoCare, e assim vamos tentar reduzir as visitas ao hospital para uma vez a cada 15 dias”, afirma o cardiopediatra do Hospital Pequeno Príncipe, Bruno Hideo Saiki Silva.

No Sabará Hospital Infantil, as crianças submetidas a cirurgia cardíaca recebem o dispositivo para acompanhamento durante o primeiro mês de pós operatório. Esta iniciativa visa otimizar as idas frequentemente necessárias no pós operatório, realizando o atendimento a distância quando possível (1x/semana) e o presencial quando necessário (1x/mês). “O pequeno Guilherme Augusto Cruz, de seis meses, foi diagnosticado com cardiopatia congênita (uma displasia da valva tricúspide e atresia pulmonar) ainda durante a gestação. Após a cirurgia realizada no Sabará Hospital Infantil, e, devido à complexidade do caso, foi necessário um monitoramento frequente. E, por esse motivo, os pais foram treinados para a utilização do TytoCare em casa o que tornou o acompanhamento do paciente ainda mais seguro.  O equipamento tem se tornado um grande aliado no tratamento de crianças com doenças mais complexas, principalmente para aquelas que vivem em regiões distantes do Sabará. Recentemente, outras duas crianças receberam alta após cirurgia cardíaca e estão em acompanhamento por telemedicina, uma de São Luís (Maranhão) e outro em Manaus (Amazonas)”, explica o gerente Médico de Novos Negócios e Telemedicina do Sabará Hospital Infantil, Rogério Carballo Afonso.

O kit tecnológico permite a realização exames de otoscopia (para avaliar as estruturas do ouvido, como o canal auditivo e o tímpano); analisar possível infecção da garganta; auscultar pulmão, coração e abdômen; medir a temperatura e fazer imagens de lesões na pele com alta acurácia. “O aparelho permite a captura fiel das imagens e sons. Todos os estudos clínicos realizados demonstraram a qualidade dos dados, imprescindível para o correto diagnóstico”, explica o gerente do núcleo de pesquisa clínica no Hospital Pequeno Príncipe, Fábio Motta. Os dados dos exames são acessados pelo médico conectado do outro lado da plataforma, em tempo real. Todos os resultados são arquivados e podem ser consultados pelos profissionais do hospital, a qualquer momento.

Afonso reforça que “a inclusão desta tecnologia no controle rotineiro das condições clínicas de pacientes com doenças mais complexas pode diminuir a necessidade de deslocamentos, permite a identificação precoce de possíveis complicações de sua doença ou tratamento, otimizando a utilização dos recursos da saúde”.

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