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Afip Medicina Diagnóstica cria ferramenta para controle de infecções hospitalares

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A Afip Medicina Diagnóstica acaba de lançar no mercado o Business Intelligence (BI) aplicado a microbiologia, uma ferramenta digital criada para auxiliar nas medidas de controle e prevenção de infecções hospitalares. A solução digital consolida e estrutura os dados microbiológicos que são fornecidos ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), permitindo a elaboração em minutos de relatórios sobre a distribuição e evolução da taxa de patógenos que causam infecções no ambiente hospitalar. O trabalho é fundamental para apoiar o controle das infecções, principalmente as causadas por bactérias resistentes a antibióticos. Antes do BI, os SCIHs recebiam da Afip relatórios diários, que eram compilados e processados manualmente. Agora, a ferramenta dá um panorama dos patógenos em tempo real, agilizando a tomada de decisão dos gestores e possibilitando a redução de custos.

Segundo a Afip, a ferramenta contribui para melhorar a segurança dos pacientes, principalmente os atendidos pelo sistema público de saúde. Hoje, a empresa é maior laboratório privado de análises clínicas da rede ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela hoje responde por 6 milhões de exames por mês, dos quais aproximadamente 2,28 milhões provenientes de atendimentos em seus núcleos técnicos operacionais (NTOs satélites) e 40 unidades hospitalares, sendo 39 públicas. Deste total, 150 mil exames são analisados por profissionais de microbiologia clínica que trabalham na identificação e classificação do perfil de sensibilidade de bactérias e fungos aos antibióticos disponíveis para o tratamento.

“Com essa solução, a Afip Medicina Diagnóstica dá sua contribuição não só aos hospitais e seus pacientes, mas para a sociedade como um todo”, ressalta Débora Ramadan, diretora técnica da empresa. “Além de contribuir com a gestão e favorecer o melhor desfecho clínico, a estruturação dos dados vai ajudar na construção dos perfis epidemiológicos do País”, completa.

O gerente do NTO da Afip Medicina Diagnóstica, Ricardo Furlan Marques, explica que o BI vai melhorar a eficiência das análises realizadas pelos serviços de controle de infecção hospitalar (SCIH). “Os benefícios da ferramenta são inúmeros, principalmente porque possibilita a melhoria da eficiência do sistema de saúde dos clientes, que poderão tomar decisões assertivas, mitigar erros de consolidação de dados, agilizar a elaboração de relatórios gerenciais com apenas alguns cliques. Trata-se de uma relação ganha-ganha para todos os stakeholders envolvidos, como clientes, laboratórios, médicos e pacientes”, explica.

“Além de ganhar tempo, os hospitais poderão usar a ferramenta para auxiliar na tomada de decisões, que permitirão otimizar custos relacionados a compra de antibióticos e o isolamento de pacientes”, destaca Jussimara Monteiro Nurmberger, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Afip Medicina Diagnóstica.  O BI permite ainda a geração de relatórios diários, mensais e anuais de todo o hospital ou de setores específicos.

Infecção hospitalar e bactérias super-resistentes  

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de infecções hospitalares atinge 14% das internações no Brasil1. Hospitais que possuem Unidades de Terapia Intensiva (UTI), centros cirúrgicos, unidades de pediatria e berçário transformam-se em locais propícios para a proliferação de microrganismos que, ao serem expostos aos antibióticos administrados aos pacientes, sofrem alterações e mutações, tornando-se resistentes aos antimicrobianos2. A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) alerta que o processo resulta em medicamentos ineficazes no combate a infecções, aumentando o risco de propagação para outras pessoas3.

Pesquisa global sobre resistência antimicrobiana, publicada em janeiro na revista Lancet, mostra que 1,2 milhão de pessoas morreram oficialmente por causa das superbactérias em 2019. O número supera as mortes por HIV ou malária. O levantamento utilizou dados de 470 milhões de pessoas de 204 países e territórios. Os autores acreditam que o dado oficial não reflete a realidade e que estimam que as mortes beiram a casa de cinco milhões.

O relatório “Combatendo as infecções resistentes a medicamentos em todo o mundo”, escrito pelo economista Jim O’Neil, prevê que, se até 2050 os governos não tomarem medidas adequadas, a resistência antimicrobiana poderá causar 10 milhões de mortes por ano, superando os óbitos por câncer. “Paralelamente à pandemia da covid-19 vivemos a pandemia silenciosa de resistência bacteriana. Por isso é importante o lançamento de ferramentas como o BI, que vão ao encontro de políticas de controle das infecções hospitalares, sobretudo as provocadas por bactérias multirresistentes”, conclui Jussimara Monteiro Nurmberger.

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