Economia coletiva para saúde – mais que uma tendência, uma realidade

É fato que o consumo colaborativo se tornou uma poderosa força econômica e cultural para a nossa sociedade. Podemos observar cada vez mais empresas de compartilhamento de carros, hospedagens, roupas e acessórios, e agora também de ambientes para consultas médicas. Sim, já é possível encontrar profissionais da saúde dividindo o mesmo ambiente de trabalho.

A meu ver, esse é um movimento que tem se provado duradouro, abrangente e revolucionário, e tem provocado mudanças não só em diversos setores da economia, mas também na forma como as pessoas consomem produtos e serviços.

Devido à instabilidade financeira que o país ainda vive, esses modelos têm proporcionado novas formas de renda e emprego por meio da prestação de serviços sob demanda, diminuindo o consumo excessivo e aumentando a variedade de opções disponíveis no mercado por um preço mais justo.

Um levantamento realizado no Brasil pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que as modalidades de consumo colaborativo mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros são o aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário (40%), caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%).

Com base nesses dados, conseguimos ver que essa é uma tendência que criou corpo e avança a passos largos. No Brasil, por exemplo, para os profissionais de saúde que não tem budget suficiente para manter um consultório e para aqueles que buscam fugir dos padrões tradicionais, é uma iniciativa que proporciona muitos benefícios, como flexibilidade para criar a agenda de consultas; vantagem financeira, pois o profissional só paga pelos minutos utilizados (pay-per-use); além de trocar experiências e indicações de pacientes com outros especialistas.

Por fim, tenho certeza que veremos outros segmentos surfarem na onda da colaboratividade. No que diz respeito a área médica, posso dizer que veremos cada vez mais consultórios integrados aos espaços compartilhados e que possuam o propósito de oferecer ao paciente uma experiência única de atendimento. Vale ficar atento!

Claudio Mifano, CEO e co-fundador da Livance.

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