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Laboratório no Rio de Janeiro começa a produzir córnea humana reconstruída

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A EPISKIN, empresa de engenharia tecidual para métodos alternativos aos testes em animais do Grupo L’Oréal, está ampliando o seu portfólio para a América Latina com o lançamento da córnea humana reconstruída SkinEthic HCE. O modelo, utilizado para avaliação de segurança e eficácia in vitro de diferentes produtos e ingredientes que podem causar irritação ocular, passa a ser fabricado localmente.

A EPISKIN Brasil Biotecnologia foi inaugurada em 2019, com a produção do modelo de pele humana reconstruída SkinEthic RHE, usado como ferramenta para descobertas biomédicas e avaliação de segurança e eficácia in vitro de produtos e ingredientes que podem causar irritação na pele. 

O lançamento da SkinEthic HCE no Brasil traz mais uma alternativa para a substituição dos testes em animais, para as comunidades científicas brasileira e latino-americana, e atende às necessidades de diferentes indústrias como cosméticos, brinquedos, material escolar, produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, agroquímicos, entre outros. “Produzir e disponibilizar este modelo no Brasil é um marco importante e motivo de orgulho para nós, dada a importância que os métodos alternativos têm tido para reduzir e até substituir testes em animais em muitos laboratórios no Brasil e América Latina”, reforça Rodrigo De Vecchi, CEO da EPISKIN Brasil.

“Este modelo representa um grande avanço na avaliação de segurança pré-clínica de qualquer ingrediente que possa entrar em contato com olhos. Essa avaliação traz informações valiosas para que possamos passar à etapa clínica, eliminando os riscos para o homem que poderiam ser causados pela não realização dos testes em animais. Para o Brasil, ter esse tipo de estudo nos torna competitivos no desenvolvimento de novos ingredientes, uma vez que esse protocolo é internacionalmente reconhecido”, explica a dermatologista Flavia Addor.

Segundo a empresa, o lançamento chega também para oferecer uma solução local à resolução do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que exige o uso do modelo de Córnea Humana Reconstruída (HCE) para testes de irritação ocular (OEDC TG 492), em diversos tipos de produtos.

“O Concea parabeniza a EPISKIN e a L’Oréal pelo lançamento do modelo SkinEthic HCE, o qual já está oficializado no Brasil por meio da Resolução Normativa do Concea nº 31/2016. Ressaltamos a importância deste modelo, que nos conduz substancialmente para a substituição do uso de animais na determinação de toxicidade ocular, sendo mais uma metodologia que se aproxima da resposta humana, colaborando para reforçar a ciência translacional em nosso país”, complementa a médica Katia De Angelis, coordenadora do Concea.

Córnea humana reconstruída

O modelo de córnea humana é reconstruído a partir de células epiteliais da córnea, que crescem em camadas e formam tecido não-queratinizado. Este método alternativo é validado (OEDC TG 492) para avaliar a irritação ocular, o que garante produtos mais seguros sem o uso de testes em animais. O modelo representa um grande avanço na avaliação de segurança pré-clínica de qualquer ingrediente que possa entrar em contato com os olhos.

O Grupo L’Oréal é pioneiro no investimento em métodos alternativos, desenvolvendo modelos há mais de 40 anos. A companhia reconstrói a pele humana em laboratório para realizar testes de segurança desde 1979, como uma alternativa aos testes em animais. Desde1989, o grupo não testa a segurança de seus produtos em animais, 14 anos antes de essa prática ser uma exigência regulatória.  Hoje, a empresa possui oito modelos de epitélios que reproduzem não apenas a pele, mas também outras partes do corpo humano, como mucosas ocular e gengival. 

Além dos modelos de pele reconstruída, a L’Oréal possui um grande número de ferramentas de avaliação preditiva que não utilizam animais, como modelagem molecular, sistemas toxicológicos especializados, técnicas de imagem, entre outros.

 O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) já aprovou uma lista de 24 métodos alternativos reconhecidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) em diferentes áreas, não apenas produtos cosméticos, “que hoje já são obrigatórios no país”, segundo a Resolução Normativa Concea nº 54, de 10 de janeiro de 2022. Testes de corrosão e irritação da pele e olhos estão entre esses métodos, que já são amplamente utilizados em cosméticos. Os modelos de Pele e Córnea Humana Reconstruídas são os dois únicos internacionalmente validados e disponíveis no Brasil.

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