Qual o papel do CEO na redução dos estigmas com a saúde mental em organizações?

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Nos últimos anos, dados revelam aumento significativo na conscientização sobre a importância da saúde mental no ambiente corporativo. Entretanto, apesar dos avanços, ainda há longo caminho a percorrer. Um dos principais obstáculos é o estigma associado ao assunto, que persiste em muitas organizações, principalmente vindo de altos escalões, como CEOs, por exemplo. Mas, qual o papel deles para vencer a epidemia relacionada à saúde mental? De acordo com Tatiana Pimenta, CEO da Vittude, o papel mais importante é o dos líderes. “Cabe ao CEO e gestores a decisão final, além de assumirem um papel proativo na eliminação desse estigma, promovendo uma cultura de abertura e apoio em relação às questões de bem-estar do colaborador”, explica.

Recentemente, uma pesquisa conduzida pelo Infojobs revelou que 61% dos colaboradores não se sentem satisfeitos e/ou felizes em seus empregos. Ainda mais preocupante é o fato de que a maioria desses respondentes (76%) já testemunhou alguém precisando se afastar do trabalho devido a problemas de saúde mental. “ Como líder máximo da organização, o CEO define a cultura e os valores da empresa, mas também influencia diretamente o ambiente de trabalho. É sua responsabilidade olhar para além dos números e metas, e se preocupar com o bem-estar emocional de seus colaboradores. Investir em programas de saúde mental organizacional, incluindo o uso de softwares para monitorar o bem-estar emocional da equipe, é essencial para evitar crises e afastamentos que impactam negativamente a cultura organizacional da empresa”, destaca Tatiana.

Vittude tem sido uma das parceiras desses CEOs que já estão atentos para o problema real que ameaça o futuro do trabalho. Por meio do Vittude Summit, a empresa busca auxiliar líderes que enfrentam dificuldades em se conectar com profissionais de saúde mental corporativa e empresas parceiras nesse campo. Durante o evento, foram abordados uma variedade de tópicos essenciais, que incluíram o engajamento da alta liderança, saúde ocupacional, gestão de saúde mental, benefícios corporativos, case de sucesso, coleta e análise de dados, retorno sobre investimento (ROI) em saúde mental, Diversidade, Equidade e Inclusão (D&I), marca empregadora, e outros temas relevantes. “Nós vamos compartilhar cases de sucesso e os benefícios que os CEOs podem ter em contar com colaboradores saudáveis: menos afastamento, mais produtividade. Isso significa que mais gente feliz projeta resultados positivos para toda a companhia, ou seja, todo mundo ganha”, complementa a CEO.

Profissionais renomados e especialistas no assunto compartilharam sua experiência em saúde mental corporativa, com o objetivo de auxiliar as lideranças a criarem um ambiente de trabalho saudável e psicologicamente seguro. “O congresso, agora em sua quinta edição, está alinhado com nosso propósito de reconstruir a sociedade, tornando o tema a chave para desbloquear o potencial humano, criando uma cultura que valorize e apoie o bem-estar emocional de todos os colaboradores, promovendo assim um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo”, finaliza Tatiana.

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