Brasil registra mais de 30 milhões de teleatendimentos por ano

A telemedicina e outros recursos da saúde digital chegaram para ficar acho meio batido isto. Com as regulamentações que surgiram após a pandemia de COVID-19, o uso de tecnologias no atendimento médico vem crescendo, como mostram vários indicadores. Esse avanço exige consultórios e clínicas cada vez mais inteligentes.

De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa operadoras de planos privados, somente no último ano foram realizados mais de 30 milhões de atendimentos médicos à distância no Brasil, quase o triplo em comparação ao período entre 2020 e 2022.

Já uma pesquisa intitulada TIC Saúde, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), indica que, em 2022, um terço dos médicos brasileiros já realizava atendimentos remotos.

O Ministério da Saúde também publicou um documento exclusivo sobre o tema: a “Estratégia de Saúde Digital para o Brasil”, de 2020, que traça definições e estratégias até 2028.

Diante desse cenário, os consultórios e clínicas tendem, num futuro próximo, a ter uma configuração diferente da que estamos acostumados. Esses negócios de saúde precisarão ser cada vez mais tecnológicas.

Outro ponto importante: as soluções tecnológicas vão além do atendimento direto ao paciente, sendo aplicadas em consultas, testes, exames e tratamentos. A inovação também precisa ser aplicada na administração financeira e contábil das clínicas e consultórios.

É o que observa Júlia Lázaro, CEO da Mitfokus, uma fintech de contabilidade digital para a área médica.

“As inovações nas clínicas do futuro digitais vão além do atendimento ao paciente. Elas também fazem grande diferença no backoffice, isto é, nas atividades de suporte, como a gestão”, explica Júlia. E ela continua: “Isso inclui a automatização de tarefas administrativas repetitivas, como faturamento, recursos humanos e controle de estoque, melhorando a eficiência operacional.”

Essas inovações envolvem softwares, plataformas e aplicativos.

Júlia também destaca um ponto crucial: embora essas soluções sejam voltadas para a gestão, elas acabam impactando diretamente o atendimento. Uma gestão automatizada combate erros de informação e desencontros de dados, além de tornar a clínica financeiramente sustentável, possibilitando investimentos nos serviços ao paciente.

“São práticas que garantem conformidade regulatória e promovem a confiança e segurança dos pacientes, fatores fundamentais para a reputação e sucesso da clínica no mercado atual. Além disso, com clínicas inteligentes, os médicos têm mais tempo para focar no que fazem de melhor: cuidar da saúde das pessoas”, complementa.

Por isso, segundo a especialista, não há dúvidas: para as clínicas se destacarem no futuro, é essencial acompanhar as transformações tanto na saúde quanto em termos de inovação tecnológica. “Tecnologias avançadas facilitam a comunicação, garantem a organização de dados detalhados e dão suporte à tomada de decisões estratégicas. Elas também permitem uma operação financeira mais fluida e organizada, aumentando a rentabilidade”, afirma a CEO da Mitfokus.

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