Tecnologias inéditas transformam o segmento farmacêutico em meio à Indústria 4.0

Novas tecnologias chegam todos os dias ao mercado e permitem melhorar os processos de produção na indústria farmacêutica. Acompanhar a revolução da Indústria 4.0 proporciona melhor gestão, desde o planejamento da produção até a comercialização de medicamentos. A automação completa passa pela prevenção de falhas de máquinas e permite a rastreabilidade do processo industrial, algo tão crucial nesse ramo. Outros fatores importantes são redução de custo, mão-de-obra e principalmente a segurança de dados. Na Indústria 4.0, a visão precisa ser macro e todos os processos mapeados para que gerem economia e evoluam tanto nos quesitos de velocidade, praticidade e tecnologia.

Sabemos que na área farmacêutica a validação e a qualificação do processo de produção representam a garantia de um elevado padrão de qualidade, e isso só é alcançado hoje, por meio da atualização tecnológica e pelo aprimoramento dos processos.

Aquilo que o Brasil já evoluiu no contexto da Indústria 4.0 no ramo farmacêutico foi fundamental para o desenvolvimento do setor, mas é preciso aprofundar a pesquisa e implementar melhorias para obter a excelência em todos os processos. Entre as conquistas dos últimos anos está a inovação. As empresas têm buscado novas ideias que contribuam para o melhoramento da produção.

Antigamente, a indústria farmacêutica brasileira estava defasada, muito atrás no assunto tecnologia. Hoje vejo que, certamente ainda não estamos lado a lado com países da Europa, Ásia ou Estados Unidos, mas aprimoramos requisitos importantes.

Entre eles está a capacidade de prevenir falhas de máquina e evitar paradas desnecessárias. Para isso, contamos no Brasil com uma solução inédita desenvolvida na Alemanha, que permite promover total controle de uma linha de produção. Denominado Sistema Conexo, a tecnologia é baseada em radiofrequência (RFID) e visa gerenciar a validação e manutenção em indústrias sensíveis como a farmacêutica, podendo também ser utilizado na indústria alimentícia, biotecnologia, siderurgia, fertilizantes e peças automotivas, sistemas de energia, entre outros.

Esse tipo de solução permite o controle e a rastreabilidade para o melhor armazenamento de dados. Com isso, é possível gerenciar documentos como o Plano Mestre de Validação, cronogramas, qualificação de equipamentos, segurança das informações e utilidades usadas durante o processo e relatórios em geral.

O armazenamento digital de dados permite o controle fidedigno da documentação de validação, manutenção de processos ou da planta farmacêutica como um todo. Já houve tentativas anteriores de gerir todo o processo por meio de código de barras, por exemplo, mas a radiofrequência automatiza exponencialmente o resultado.

Quando ocorrem re-validações ou vistorias e é preciso rastrear componentes, por exemplo, o sistema localiza automaticamente os documentos pertinentes ao item solicitado, tais como, certificados, folha de dados, manuais, desenhos e outras informações que o operador da planta definir como prioridade quando da elaboração dos procedimentos operacionais.

Dada a velocidade de inovação por que passa a indústria farmacêutica, a capacidade de rastrear e documentar um processo, além de mantê-lo operante e ininterrupto, significa manter-se competitivo no longo prazo.

Hans Paul Mösl,  gerente geral de vendas da área PFB (farmacêutica, alimentícia e de biotecnologia) da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle.

Related posts

Multinacional espanhola de reabilitação cognitiva chega ao Brasil

Instituto VOAR divulga balanço do programa de saúde bucal que impactou mais de 3,5 mil pessoas no litoral norte da Bahia

DHL Group adquire a CRYOPDP da Cryoport para fortalecer logística no mercado de saúde