Coronavírus: dentistas produzem máscaras face shields e doam para hospitais

A falta de equipamentos de proteção individual tem sido um dos desafios enfrentados pelos profissionais da saúde que estão na linha de frente no atendimento e no tratamento de pacientes com o novo coronavírus. Para contribuir com a segurança desse extenso grupo de colaboradores e, consequentemente, de toda a população, o dentista e empresário Dr. Thiago Altro, sócio proprietário da Clínica Odontológica AltroVilela, está à frente de um projeto filantrópico que tem o intuito de produzir o EPI e distribuir para hospitais em Campinas.

Na região, a iniciativa conta com sete parceiros, entre dentistas e laboratórios de próteses, que produzem unidades das máscaras do tipo face shields graças a um software desenvolvido pelo Dr. Henrique Tostes — idealizador do trabalho, em Brasília –, que permite a impressão das peças por impressoras 3D. Após a produção dos clips, em resina, os itens recebem as viseiras de acrílico e os exemplares estão prontos para serem utilizados pelas equipes de prontos-socorros, basta encaixá-los em armações de óculos, de grau ou proteção.

Altro explica que o material é um complemento às máscaras descartáveis muito utilizadas. “Trata-se de mais uma barreira para evitar a contaminação. Além de impedir que gotículas atinjam o rosto do profissional, ela pode ser higienizada frequentemente, sem que haja qualquer comprometimento em sua eficácia”, ressalta.

Cada peça tem um custo de R$ 13,50 e, no mercado, é vendida por aproximadamente R$ 70,00, mas os equipamentos serão distribuídos gratuitamente aos hospitais. Em Campinas, uma instituição particular de saúde recebeu, a pedido de um médico, 25 unidades para auxiliar nos atendimentos. O dentista responsável pela produção na região calcula que, levando em consideração a produtividade de todos os parceiros, devem entregar cerca de 300 máscaras nas próximas semanas.

“Os nossos equipamentos 3D conseguem imprimir cinco unidades a cada duas horas, mas a produção não depende só disso, precisamos de matéria-prima, o que é caro [1 kg de resina, para confeccionar 20 unidades, custa cerca de R$ 530,00] e requer parceiros dispostos a contribuir”, esclarece Altro.

Para acelerar a produção, o grupo de voluntários está em busca de mais interessados em participar do projeto, principalmente, com máquinas cortadoras, para o recorte das folhas de acrílico, que tem sido feito à mão.

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