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Data Science ajuda bancos de sangue a encontrarem doadores com tipos sanguíneos que estão em falta

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Uma iniciativa da Roche em conjunto com a SaveLivez, startup incubada na Eretz.bio, ecossistema de inovação e empreendedorismo do Einstein, tem usado a ciência de dados e a tecnologia como aliados na missão de conectar potenciais doadores aos hemocentros em diversas cidades do país. Com a chegada da COVID-19, as doações de sangue, que já são mais baixas no período do inverno, reduziram-se em 50% em diversas regiões do Brasil.

Para garantir que não falte sangue para os pacientes, a plataforma on-line S alvo V idas.com utiliza cruzamento de dados e recursos de inteligência artificial para unir quem deseja doar, com o local que precisa de doadores. Para isso, os doadores voluntariamente cadastrados no site passam por uma triagem de elegibilidade e são direcionados a locais próximos de sua residência, que estejam precisando do tipo sanguíneo específico do doador. A plataforma rastreia e monitora as condições de estoque dos bancos de sangue e mapeia os grupos específicos que precisam de reposição para atender possíveis receptores.

Além de possibilitar ao doador verificar se ele está apto a doar sangue, poupando seu deslocamento, outra vantagem desse modelo inteligente é evitar o desperdício de insumos e organizar a coleta nos bancos de sangue, tornando o processo mais assertivo e em conformidade com a demanda. A intenção é de diminuir a falta e o desperdício nos bancos de sangue, evitando que alguns enfrentem escassez de bolsas de sangue, enquanto outros estejam com seus estoques excedentes para os mais diversos grupos sanguíneos. Considerados doadores universais, os portadores do tipo O negativo são os mais demandados pelos hemocentros por serem muito utilizados em caso de emergências médicas. Atualmente, são 72 bancos de sangue atendidos pela plataforma SalvoVidas.com, sendo que 88% deles são hemocentros públicos, espalhados por 69 cidades em 13 estados brasileiros.

Doações sem filas e com hora agendada

Para ajudar o doador a esclarecer dúvidas sobre o procedimento, certificar-se de que se enquadra nos requisitos de doador e receber o contato para realizar o agendamento da coleta no hemocentro mais próximo da residência, o site conta com uma assistente virtual, a Livia.bot, que também auxilia o internauta a identificar possíveis sintomas de COVID-19.

O agendamento por telefone com o dia, horário e local torna o procedimento ainda mais seguro, ao evitar aglomerações e filas. Além disso, todos os bancos de sangue estão adotando medidas responsáveis como a separação com uma distância segura entre as cadeiras de coleta, disponibilização de álcool em gel e profissionais de enfermagem devidamente protegidos com equipamentos de proteção individual.

“A baixa adesão de doadores de sangue é um problema anterior à pandemia da COVID-19, mas que ganha contornos ainda mais críticos no contexto do isolamento social. Estimular o hábito de doar sangue é importante para equilibrar as reservas dos diversos bancos de sangue das cidades brasileiras e, por isso, a Roche apoia esta iniciativa. Trata-se de um procedimento seguro, rápido e que além de ser praticamente indolor, não causa efeitos colaterais a quem doa”, afirma a gerente de Patient Advocacy da Roche, Claudia Echeverria.

Como participar do SalvoVidas.com

O cidadão interessado em doar sangue deve acessar o site http://SalvoVidas.com e preencher um cadastro, informando seu tipo sanguíneo e a cidade em que deseja doar. O site é responsivo em dispositivos móveis.

Caso haja dúvidas, o interessado em ser doador pode interagir com a Livia.bot, assistente virtual do site. Ela explica quais são os requisitos para doar e ajuda a identificar possíveis sintomas da COVID-19 – neste caso, quem está com suspeita de infecção pelo vírus não poderá doar no momento.

Quando algum banco de sangue próximo ao internauta estiver demandando o seu tipo sanguíneo, ele receberá um e-mail para realizar o agendamento, com segurança e sem filas.

Quem pode doar sangue

Para ser um doador de sangue os candidatos precisam ter entre 16 e 69 anos (no caso de menores de 18 anos é preciso estar acompanhado de um responsável), pesar no mínimo 55 quilos, estar em bom estado de saúde e ter dormido ao menos seis horas na noite anterior. Neste ano há uma novidade: todas as pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQ+ também estão autorizadas a doar desde o último mês de maio, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou uma regra que impedia a doação de sangue por homens homossexuais. No momento da doação, o candidato precisa levar documento oficial com foto.

Não podem doar pessoas que apresentem sintomas como tosse, febre e dores no corpo, sintomas compatíveis com a COVID-19. Quem teve contato com pessoas infectadas pelo novo coronavírus deve aguardar ao menos 14 dias para fazer a doação e observar o surgimento de possíveis sintomas. Já para quem foi curado da doença, a recomendação é esperar pelo menos 30 dias para doação. Mais informações sobre pré-requisitos para doar sangue estão no site http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doacao-de-sangue

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