sexta-feira, março 1, 2024
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Operadoras de planos de saúde tiveram lucro líquido e R$ 3,1 bilhões nos 3 primeiros trimestres

por Redação
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Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que estão disponíveis em seu portal os dados econômico-financeiros relativos ao 3º trimestre de 2023. As informações podem ser consultadas no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar.

As informações financeiras enviadas pelas operadoras de planos de saúde à ANS demonstram que o setor registrou lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no acumulado dos três primeiros trimestres de 2023. Esse resultado equivale a aproximadamente 1,3% da receita total acumulada no período, que foi superior a R$ 233,4 bilhões. Ou seja, para cada R$ 100,00 de receitas, o setor auferiu cerca de R$ 1,3 de lucro ou sobra. Este é o melhor resultado para esse período dos últimos 2 anos.

Nos números agregados por segmentos regulados pela ANS, os resultados líquidos no acumulado dos três primeiros trimestres de 2023 foram positivos para todos os segmentos: as administradoras de benefícios registraram lucro de R$ 388,4 milhões; as operadoras exclusivamente odontológicas R$ 471,6 milhões; e as médico-hospitalares R$ 2,27 bilhões.

Seguindo a dinâmica já observada desde o final de 2021, as operadoras médico-hospitalares (principal segmento do setor) fecharam o 3º trimestre de 2023 com resultado operacional negativo acumulado no ano de R$ 6,3 bilhões. Esse prejuízo operacional foi compensado pelo resultado financeiro recorde de R$ 8,37 bilhões, advindo principalmente da remuneração das suas aplicações financeiras, que acumularam ao final do período quase R$ 107 bilhões.

A sinistralidade, principal aspecto que explica o desempenho nas operadoras médico-hospitalares, registrou no acumulado dos 3 primeiros trimestres de 2023 o valor de 88,2% (cerca de 2,1 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior), o que indica que em torno de 88% das receitas advindas das mensalidades são utilizadas com as despesas assistenciais. Tal resultado, ainda superior ao observado nos anos pré-pandemia, foi fortemente impulsionado por algumas das maiores operadoras do país.

A redução da sinistralidade atual, em relação aos mesmos períodos do ano anterior, resulta da recomposição das receitas dos planos – principalmente das grandes operadoras – quando comparada à variação das despesas. Sobre este aspecto, cabe ressaltar que continua a se observar tendência de maior crescimento das mensalidades médias (ajustadas pela inflação do período observado) em relação a despesa assistencial por beneficiário (também ajustada pela inflação), o que parece sugerir que o setor passa por um período de reorganização de seus planos para recuperação dos resultados na operação, em um contexto de aumento de beneficiários e queda dos juros básicos da economia brasileira – que tendem a reduzir o resultado financeiro em relação aos períodos anteriores.

“A recuperação do desempenho econômico-financeiro do setor pode ser observada em diversos indicadores desde o 4º trimestre de 2022, especialmente nas séries de 12 meses do Painel Econômico-Financeiro, com o aumento dos resultados líquido e operacional, e a redução da sinistralidade. Além disso, o agregado da margem de lucro líquido das operadoras médico-hospitalares ficou positivo, apresentando o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2021”, analisa o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino.

No Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, também é possível consultar o desempenho individual por operadora de plano de saúde.

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