quinta-feira, abril 18, 2024
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Brasil deve registrar mais de 135 mil casos de câncer colorretal até 2025

por Redação
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O câncer de cólon e reto, conhecido como colorretal, é o segundo tipo mais comum que acomete os brasileiros. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 135 mil novos diagnósticos da doença devem ser dados no país até 2025. A boa notícia é que, quando descoberto em fase inicial e restrito ao local de origem, a taxa de cura é superior a 90%.

A doença é caracterizada pela formação de um tumor maligno nas paredes do intestino grosso que, geralmente, se origina a partir de pólipos. Embora sejam benignos em sua natureza, em alguns casos, podem evoluir para câncer, conforme informações do Ministério da Saúde.

O câncer colorretal foi o que atingiu Edson Arantes de Nascimento, o rei Pelé. Ele recebeu o diagnóstico em 2021 e faleceu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos. Globalmente, a doença representa 10% de todos os casos de câncer, com 1,9 milhão de novos diagnósticos anuais e 935 mil mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O chefe da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização da Rede do Inca, Arn Migowski, alerta que o principal meio de prevenção desse tipo de tumor é a adoção de hábitos saudáveis, como a alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. “A obesidade, o tabagismo e o consumo de álcool e de carnes processadas, tais como linguiça, salsicha, bacon, presunto, salame e mortadela, são todos fatores de risco.”

Sintomas, prevenção e tratamento

Os sintomas do câncer colorretal podem variar, mas incluem a presença de sangue nas fezes, alterações no padrão intestinal (diarreia ou prisão de ventre), dor abdominal, fraqueza, perda de peso inexplicada e alterações na forma das fezes. É importante estar atento aos sinais e buscar avaliação médica diante de sua persistência.

A prevenção envolve manter uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais, limitar o consumo de carnes processadas e vermelhas, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Além disso, o monitoramento de fatores de risco, como histórico familiar e condições inflamatórias do intestino, também auxilia na prevenção.

O exame preventivo para o diagnóstico do câncer de próstata pode contribuir para a detecção precoce do câncer colorretal. Isso porque existe uma relação entre homens que realizaram o tratamento do primeiro tipo da doença e o aumento do risco de desenvolver a segunda forma da doença.

O tratamento do câncer colorretal varia de acordo com o grau da doença e é individualizado para cada paciente. Os tipos de cirurgia para a retirada do tumor incluem ressecção local, colostomia, proctocolectomia total, entre outros. Em casos avançados, a intervenção cirúrgica pode ser combinada com radioterapia e quimioterapia para aumentar a eficácia do tratamento.

O que explica o aumento da mortalidade?

O aumento no número de casos de câncer acompanha um crescimento na taxa de mortalidade, especialmente na América Latina. A conclusão veio do estudo conduzido por pesquisadores do Inca, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e da Universidade da Califórnia San Diego, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores observaram um aumento de 20,5% na taxa de mortalidade no período de 1990 a 2019. Tanto no Brasil, quanto em outros países latino-americanos, a tendência é de crescimento do número de óbitos. Os indicadores divergem da tendência global, que tem demonstrado queda. A desigualdade social foi considerada um fator influente para os resultados.

Para chegar a esta conclusão, os especialistas analisaram a taxa de mortalidade ajustada por idade em 22 países, sub-regiões e grupos de países latino-americanos, apresentada pelo estudo Global Burden of Disease (GBD). Em seguida, realizaram a comparação com os dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada nação.

O pesquisador da ENSP/Fiocruz e um dos autores do estudo, Raphael Guimarães, explica que o IDH está associado a dois fatores para o câncer colorretal. O primeiro deles é o acesso aos serviços de saúde, responsável por determinar a viabilidade do diagnóstico precoce e do tratamento oportuno. Já o segundo é a situação socioeconômica, que influencia o padrão alimentar da população.

“Lugares mais pobres têm dificuldade de acesso aos alimentos ultraprocessados e carne vermelha. Em locais com desenvolvimento médio, há um alcance mais fácil, sendo definitivamente o grupo que mais consome. No grupo com maior poder aquisitivo, até há oportunidade de comer mais carne e ultraprocessados, mas opta-se por um padrão alimentar mais saudável, com frutas, orgânicos e hortaliças”, informou o pesquisador.

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