terça-feira, março 5, 2024
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Vem aí o ano do ciclo de receitas na saúde

por Henrique Antunes
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O ano de 2023 está se encerrando, e com ele reunimos algumas reflexões sobre os resultados alcançados e sobre o planejamento para 2024. Tivemos algumas evoluções no aspecto financeiro, com as instituições olhando cada vez mais para os dados postos à mesa.

E a ideia para o ano que virá é clara: a manutenção das tendências que permearam este ano. E dentro delas, a receita será peça-chave para o bom funcionamento dos hospitais.

Segundo uma pesquisa da EY-Parthenon, com base em dados do Ministério da Saúde, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2021 para 2022, a receita líquida das operadoras de saúde no Brasil caiu 2,6%, mesmo com o aumento observado no número de beneficiários.

Notamos uma grande mudança em 2023, onde as grandes redes de saúde buscaram compor melhor as suas áreas do ciclo de receitas a fim de resolver este problema, buscando gerar mais investimentos em estrutura e profissionais no hospital.

O Ciclo de Receitas nada mais é do que um conceito que engloba o faturamento das despesas do paciente, revisando tudo, a auditoria das contas e o trabalho frente ao processo de glosa, fazendo com que as contas sejam automatizadas e efetivas.

E é nesse contexto que também passou a surgir a figura do Gestor do Ciclo de Receitas, que terá papel fundamental em 2024 para a saúde financeira das instituições de saúde.

Antes, essa tarefa ficava para o diretor financeiro ou para um gestor de contas médicas, e hoje já existe uma movimentação segmentada para a área.

Na atualidade, temos exemplos práticos de como essa figura já está sendo utilizada em organizações, como no caso do Real Hospital Português, no Recife, que possui uma área dedicada ao ciclo de receitas.

Para 2024, a tendência é que essa área seja aprofundada, com investimentos inteligentes, visualização 360º dos gastos e custos dos pacientes e identificação das glosas hospitalares. Com tudo mapeado, é possível otimizar a receita e gerar benefícios para a instituição.

Mesmo com a evolução, temos um grande desafio com o aumento dos custos tanto com profissionais quanto com insumos e infraestrutura. Pensar na receita é também pensar na saúde do “staff” e nas bases para um futuro de transformação digital. Por isso é fundamental olhar com cuidado onde é possível economizar sem comprometer a qualidade do atendimento, evitando erros.

Evitar erros através da automação, livrando-se de cobranças indevidas ou das falhas de comunicação entre hospital e operadora é o foco para o ano que virá, afinal a chave está na rentabilidade dos tratamentos.

Muitas vezes a organização está gastando mais do que está faturando, não deixando que o faturamento seja rentável, e dentro deste contexto o olhar para toda a jornada da receita ajuda a identificar gargalos, glosas e gerar mais caixa para o reinvestimento na própria instituição.

Henrique Antunes, Diretor Executivo e Cofundador da GIF HealthTech.

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