Home News Especialista, generalista ou agente integrador? Como se destacar em meio às transformações no mercado de trabalho da saúde

Especialista, generalista ou agente integrador? Como se destacar em meio às transformações no mercado de trabalho da saúde

por Redação
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O ato de cuidar e ser cuidado nunca foi tão importante. E continuará a impactar estilos de vida, bem como tendências de consumo. É o que aponta o Estudo de Macrotendências 2023-2024 publicado pelo SEBRAE/RJ, com base em análises do mercado brasileiro e do exterior.

Entre as tendências que compõem o levantamento, um aspecto que chama a atenção é o desejo dos consumidores por mais personalização, tanto no que se refere ao atendimento recebido quanto à oferta de produtos à disposição. Outro elemento fundamental é a transformação digital em curso na área da saúde, englobando desde o uso de equipamentos cada vez mais precisos e sofisticados, até o poder de influenciadores que abordam temáticas de bem-estar na esfera virtual.

“O bem-estar evoluiu da ênfase no tratamento para a ênfase na prevenção, com uma enorme demanda de consumidores que desejam cuidar da sua saúde. Isso foi impulsionado por muitos fatores e um deles é a tecnologia”, apresenta o relatório do SEBRAE.

Com o intuito de elencar habilidades que respondem ao momento atual e às tendências para o futuro, o educador físico Caluê Papcke, coordenador do curso de Saúde e Bem-estar Integral da PUCPR, descreve o profissional do futuro dessa forma: “Alguém que possui uma visão holística da área da saúde, integrando abordagens tradicionais e inovadoras para cuidar do bem-estar físico, mental e emocional dos pacientes. Esse profissional é multidisciplinar, colaborativo, utiliza a tecnologia de forma inteligente, é orientado para resultados e prioriza a prevenção e a promoção da saúde. Ele tem habilidades interpessoais sólidas, capacidade de adaptação em novos cenários e uma mentalidade centrada no paciente”.

Em alta: visão integral de saúde

A visão integral da saúde não é necessariamente uma novidade. Desde 1998, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já defende uma definição de saúde como um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social. Ou seja, um conceito amplo que sugere um olhar para a totalidade do ser humano e para a harmonia entre diferentes aspectos da vida. E que leva em consideração mais aspectos do que apenas a ausência de enfermidades propriamente ditas. Mas o conceito ganhou mais força recentemente.

A OMS e outras instituições de referência ao redor do mundo já reconhecem que a abordagem integral da saúde pode contribuir para os indivíduos alcançarem um estado de bem-estar equilibrado. E assim também experimentarem uma vida mais saudável e satisfatória, incluindo até maiores índices de felicidade.

Outro ponto que faz diferença para o segmento, sobretudo em matéria de sustentabilidade, é o papel que essa visão mais ampla de saúde tem na prevenção de doenças – o que gera redução nos custos, tanto na saúde pública quanto na saúde suplementar. Aspecto essencial para enfrentar os desafios que existem dentro desse setor em matéria de gestão e otimização de recursos. Afinal, além de melhor, prevenir é mais barato que remediar.

Como responder a essa demanda

A partir de estudos de mercado e de um processo criativo que contou com a participação de profissionais de diferentes segmentos da saúde, professores universitários e estudantes de ensino médio, a PUCPR lançou um curso novo: a Graduação 4D em Tecnologia em Saúde e Bem-Estar Integral.

A formação é ofertada de maneira 100% digital e tem duração de dois anos. Rápida e direta ao ponto para quem quer dar início à carreira já com uma visão ampliada do segmento da saúde. Ou para quem já atua nessa área, mas sente a necessidade de se atualizar e de melhorar o serviço prestado à sociedade.

O professor Caluê Papcke destaca três elementos que foram priorizados no processo de criação da nova graduação: “formação prática em meio digital, com profissionais de referência na área; autonomia para compor sua grade curricular, conforme o seu objetivo profissional; network com colegas e professores notáveis do curso e aproximação com profissionais da área que impulsionarão sua carreira como agente integrador da saúde”.

Papcke também comenta sobre as possibilidades de inserção profissional que se abrem para esse perfil de estudante, interessado em uma visão mais ampla do bem-estar humano. Entre elas, estão a de atuar com mentoria e aconselhamento sobre esse tema nas redes sociais; gestão de dados em grandes empresas e clínicas; e com práticas integrativas para o desenvolvimento de saúde e bem-estar.

Além disso, há o potencial de transformação na vida pessoal – tendo em vista que o curso pode auxiliar os estudantes em suas próprias jornadas de autocuidado, no desenvolvimento de inteligência emocional e visão sistêmica sobre alimentação e hábitos saudáveis.

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