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Investimentos em IA transformam a telemedicina no Brasil

por Redação
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A telemedicina vem sendo cada vez mais essencial para a saúde digital, é o que mostra o Future Health Index, estudo realizado pela Philips. Segundo a pesquisa, aproximadamente 31% dos líderes de saúde do Brasil estão investindo em Inteligência Artificial para aprimorar a eficiência operacional na telemedicina. Este investimento engloba a automatização de documentos, agendamento de pacientes, equipes e tarefas, assim como melhorias no fluxo de trabalho.

A ferramenta passou a desempenhar um papel fundamental no apoio à telemedicina, especialmente durante a pandemia de Covid-19 ao facilitar diagnósticos precisos e ágeis. Ainda de acordo com a pesquisa da Philips, 25% dos líderes de saúde estão apostando na IA para prever resultados, usando algoritmos sofisticados para examinar imagens médicas de forma remota, permitindo a interpretação e diagnóstico de exames de imagem em locais distantes.

Segundo o especialista em Inteligência Artificial e CEO da MadeinWeb, Vinicius Gallafrio, a ferramenta ganhou destaque no atendimento médico recentemente: “desde a pandemia, a telemedicina vem se mostrando cada vez mais presente no cotidiano dos pacientes e profissionais da saúde por oferecer facilidade no atendimento. Porém, com a IA, os diagnósticos digitais podem ser otimizados possibilitando uma troca de conhecimento maior entre a comunidade médica”, explica.

De acordo com uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Queen Mary University of London (Reino Unido), cerca de 55% dos profissionais usam a telemedicina para se conectar na discussão de casos clínicos, 48% em reuniões de serviço e 40% na capacitação e atualização de conhecimentos. O estudo também mostrou que a telemedicina foi mais utilizada por médicos que trabalham no setor privado do que os que trabalham com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Por outro lado, segundo a pesquisa anual TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), desde o começo da pandemia o número de Unidade Básicas de Saúde (UBS) com internet saltou 10%, chegando a 92% das unidades. O que mostra que aproximadamente 3,5 mil ainda não possuem internet para apoiar atendimentos.

“Hoje, é imprescindível adotar em larga escala a tecnologia na rotina dos profissionais, pois sua implementação promove avanços significativos na diminuição de processos burocráticos. Com a IA é possível entender ainda mais as diferenciações por meio dos dados, resultando em uma personalização essencial para diagnósticos e tratamentos mais precisos”, aponta Gallafrio.

A Inteligência Artificial como ferramenta de apoio na telemedicina vem acompanhando tendências de personalização e agilidade no atendimento, observadas em diversos setores. Conforme relatado pela empresa de consultoria Statista, o uso da IA na saúde já movimentou cerca de US$11 bilhões em todo o mundo. Em paralelo, uma pesquisa feita pelo Distrito Healthtechs Report, projeta um valor de mercado de US$857,2 bilhões até o ano de 2030, indicando um aumento anual de 18,8%.

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