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Interoperabilidade é chave para o sucesso da saúde conectada

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Os diferentes dispositivos de monitoramento e aplicativos conectados vão trazer aumento da eficácia na gestão dos cuidados da saúde e ajudar a produzir melhores resultados em todo o espectro clínico, desde doenças crônicas até doenças contagiosas, passando pelo engajamento das pessoas com suas próprias condições de saúde e bem estar. Os desafios da saúde conectada foram discutidos na 12ª edição do Fórum Saúde Digital, nesta quarta-feira, 30.

De acordo com Guilherme Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor da Fundação Zerbini, lembra que a interoperabilidade é uma questão fundamental no dia a dia dos pacientes, seja em que sistema de saúde ele seja atendido. Essa capacidade de um sistema se comunicar de forma transparente, ou o mais próximo disso, com outro sistema, depende hoje da tecnologia desenvolvida pelos parceiros, mas ao mesmo tempo da fluidez com que ocorre.

“A tecnologia permite que as informações sejam transmitidas, mas o principal disso é o cuidado e o foco no paciente e numa visão mais ampla de quem cuidamos neste processo”, disse.

Vanderlei Ferreira, vice-presidente de Vendas da Zebra Brasil, explicou que “a digitalização da saúde tem sido um elemento dos mais importantes, já que ajuda nos processos do fluxo de informação dentro das empresas de saúde e também como consequência na qualidade de vida do paciente”.

Ele conta que a empresa teve vários casos de sucesso e encontra na interoperabilidade, no uso da IA e demais soluções um foco importante para harmonização dos dados, a fim de obter uma melhor gestão de todo ecossistema de saúde. “Seja na área pública ou privada, o uso de tecnologias tem como única missão, alavancar a qualidade de vida. Hoje o mundo enfrenta desafios diversos seja na capacitação de funcionários, na velocidade no atendimento, na otimização de recursos, nas decisões sob constante pressão, no gerenciamento de contágios obstáculos que impedem por vezes um bom desempenho”, diz o executivo.

Ferreira explica a importância dos pilares onde se apoiam a tecnologia (que são os dados), a comunicação e a eficiência operacional. “Aqui se assentam também as premissas de atendimento e deles todos os desdobramentos dentro de um sistema de saúde que são muito relevantes no contexto de atendimento. Quanto mais essas premissas sejam atendidas, maior será a possibilidade de proporcionar qualidade de vida às pessoas. Daí a relevância da interoperabilidade para que esta prestação de serviços seja efetiva”, disse.

Segundo o Dr. Raimundo Nonato Cardoso, Healthcare Business Development Director da InterSystems, a interoperabilidade é um entrave que ameaça a sustentabilidade das organizações de saúde em qualquer parte do mundo.

Conforme o executivo, o desenvolvimento de soluções como o Healthy Clean Data da Intersystems vem de encontro às necessidades de dar acesso direto a toda a base de dados, dos sistemas onde são gerados, dos protocolos de segurança a fim de ativar a inteligência das informações.

“A possibilidade de reunir compartilhar e interpretar dados estruturados e não estruturados e utilizar as informações de um mesmo paciente em ambientes e ecossistemas cada vez mais complexos  compostos por IoT, dentro das casas, hospitais, na desospitalização, no tráfego seguro e rápido, no uso de wearables, enfim em todo esse arsenal de fontes, é claramente um passo para uma assistência à saúde de forma segura e eficiente com condutas mais eficazes, com redução de custos e tomadas de decisão mais precisas”, argumentou.

Para os especialistas, os empecilhos nas organizações de médio porte ou púbica para uso de interoperabilidade passa pelas próprias diferenças sócio econômicas do país, mas um grande passo, como disse Vanderlei Ferreira, é o uso de soluções graduais e evolutivas que permitem ampliações conforme a disponibilidade e viabilidade das instituições permitirem.

Segundo Guilherme Rabelo, as escolhas das soluções devem ser bem desenhadas, de forma mais simples, e endereçar a solução mais adequada e não estanque que permita sua ampliação conforme seja necessário para que o se tenha os benefícios das tecnologias não por modismo, mas para maior eficiência dos sistemas de atendimento.

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