quinta-feira, maio 23, 2024
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Positivo Servers integra projeto do HC para atender regiões carentes de médicos

por Redação
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A tecnologia 5G já está sendo aplicada com sucesso na área da saúde. Um bom exemplo disso é o programa OpenCare 5G, promovido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), em São Paulo, em conjunto com um pool de empresas que inclui a Positivo Servers & Solutions, empresa do grupo Positivo, especializada na produção e comercialização de servidores, storages, mini PCs, infraestrutura de TI e edge computing para negócios e serviços.

O objetivo do projeto consiste na realização de exames de ultrassonografia a longa distância, com a transmissão de som e imagem, a partir das capacidades da tecnologia 5G, com baixa latência, maior rapidez na entrega de dados, melhor qualidade da conexão e cobertura mais ampla.

Segundo Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, o convite para participar do projeto inovador partiu da Deloitte, empresa que encabeça o consórcio OpenCare 5G. Desta parceira também fazem parte a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o Itaú Unibanco, a NEC Corporation, a Siemens Healthineers e o Telecom Infra Project (TIP). “Contamos com a infraestrutura de edge computing da Supermicro, que catalisa as possibilidades geradas pelo 5G e oferece uma relação muito mais imediata, ideal para ser aplicada na medicina remota, principalmente, em ambientes externos e hostis”, conta Campos.

Como exemplo das possibilidades geradas pela implementação das tecnologias do projeto, uma mulher grávida, que vive em uma região remota da Amazônia, não precisaria viajar para uma outra cidade para encontrar um médico. Com o serviço do programa OpenCare 5G, um profissional de saúde, como enfermeiro, por exemplo, poderia realizar o exame onde aquela mulher estiver usando uma máquina portátil e sendo orientado, em tempo real, por um profissional especialista que se encontra em outro lugar.

Nesse contexto, o edge computing (computação de borda) é uma solução que possibilita entregar serviços mais rápidos e estáveis via 5G e ampliando o controle sobre a movimentação de dados sensíveis, como os exames de saúde realizados pelo OpenCare 5G. “Dispomos de uma vasta linha de produtos que se tornarão ainda mais potentes com o 5G, como servidores de borda e equipamentos para data centers. Estamos preparados para essa evolução tecnológica e já temos uma linha de equipamentos preparada para trabalhar até mesmo em ambientes hostis, o que facilita qualquer operação e diminui problemas de latência, entre outros”, informa Luciano Moreira de Souza, executivo de contas da Positivo Servers & Solutions.

Tecnologia ao alcance de todos

O OpenCare 5G tem como objetivo levar serviços de medicina remota a todas as regiões do Brasil, especialmente àquelas que mais sofrem com a falta de médicos e de exames especializados. Na primeira fase do projeto, os exames de ultrassonografia pela internet são realizados em diferentes unidades dentro do próprio Hospital das Clínicas. O ultrassom será gerado por um técnico em uma máquina do hospital e enviado a um data center externo. A reprodução do exame será feita, simultaneamente, dentro do consultório médico no HC, com os profissionais interagindo durante o procedimento.

Na segunda fase do projeto, o sistema será testado com a transmissão das imagens geradas a partir de uma cidade do interior de São Paulo. “A Positivo Servers & Solutions está contribuindo com o projeto, fornecendo um equipamento da nossa parceira Supermicro otimizado para aplicação OpenRan 5G, que já foi aprovado dentro do conceito do HC. O próximo passo é o piloto a ser realizado em campo no interior de São Paulo”, revela Souza.

A terceira e última etapa do projeto consiste na aplicação da tecnologia em uma região remota do Estado do Amazonas, com pouca ou nenhuma estrutura de rede de internet. “Estamos dispostos a contribuir com os parceiros do consórcio para o sucesso do programa e, se necessário, obter todo o apoio da engenharia da Supermicro para esta solução”, afirma Souza. “Nosso principal objetivo é trabalhar para a modernização e para a inovação da área da saúde e salvar vidas.”

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