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Dispositivo médico que realiza exames físicos à distância pode reduzir custo do paciente pediátrico, revela estudo

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Um estudo apresentado no Congresso de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, nos dias 14 e 15 de maio, mostrou que a utilização de dispositivos médicos que realizam exames físicos à distância em crianças e adolescentes podem reduzir o custo médio do paciente em 4,51%, na saúde suplementar. O estudo é uma iniciativa do Hospital Pequeno Príncipe (PR), que tem utilizado o TytoCare em estudos clínicos para a validação do dispositivo no Brasil, e da Tuinda Care, startup distribuidora da TytoCare no país.

A avaliação econômica considerou a perspectiva da Saúde Suplementar e estabeleceu um modelo de árvore de decisão, com os custos diretos assistenciais (medicamentos, exames laboratoriais, exames de imagem, custo de internação em leito geral e unidade de terapia intensiva/UTI) e dados clínicos do atendimento do TytoCare em um hospital filantrópico exclusivamente pediátrico. “Os parâmetros clínicos do modelo foram a capacidade diagnóstica do dispositivo, mortalidade intra-hospitalar, admissão à UTI e readmissão hospitalar. O desfecho composto de interesse do estudo foi ‘permanecer em casa, sem internação’”, explica o gerente do Núcleo de Pesquisa Clínica do Hospital Pequeno Príncipe, Fábio Motta, que também é autor do estudo.

A redução de custos sugerida pelo estudo considerou pacientes atendidos remotamente com o TytoCare, dispositivo que permite a comunicação entre as partes e a realização de exames físicos, como otoscopia, oroscopia, exame dermatológico simples e auscultas cardíaca e pulmonar, de qualquer lugar que tenha sinal de internet. Segundo um dos autores do estudo, Lucas Okumura, “a diferença de custos é atribuível à capacidade diagnóstica do dispositivo, que proporciona uma chance quatro vezes maior das crianças ou adolescentes ficarem em casa, sem necessidade de deslocamento hospitalar. Esta é uma tecnologia menos cara e mais efetiva”.

A análise do custo-efetividade do Tytocare na teleconsulta seguiu todas as exigências e critérios da International Society of Pharmacoeconomics Outcomes Research (ISPOR). Foram comparados um cenário com o dispositivo versus sem o dispositivo em pacientes pediátricos (<18 anos) classificados como “clinicamente estáveis” por critério modificado de Manchester Children´s Early Warning System.

Motta ressalta que os resultados preliminares de um estudo clínico contemplando 700 participantes, que avalia a capacidade diagnóstica do dispositivo, mostra que a taxa de concordância do diagnóstico, comparada a consulta médica convencional, é superior a 85%. “A possibilidade de realizar consultas clínicas com esse dispositivo e em casa permite uma maior eficiência ao sistema de saúde, possibilitando a triagem e resolução de problemas de saúde de menor complexidade remotamente”, conclui.

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