quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Qual a relação da nutrição com a saúde do cérebro?

por Ana Paula Cony
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A nutrição exerce um importante papel fundamental na saúde do cérebro e existe sim uma relação entre o que você come e o bom funcionamento cerebral. Um bom controle da glicose e do colesterol é importante, assim como a prática de atividade física e a hidratação. Tudo isso é válido para se ter um corpo saudável, como um todo.

É importante ter uma alimentação rica em compostos bioativos. Essa alimentação é essencial para o bom funcionamento do cérebro, para reduzir a incidência de doenças neurodegenerativas, preservando a função cerebral, cognitiva e retardando a progressão do envelhecimento cerebral. Nutrientes importantes como ômega 3, gorduras poliinsaturadas, zinco e algumas vitaminas trazem diversos benefícios na função de danos cerebrais relacionados ao envelhecimento.

Os compostos bioativos que possuem o maior desempenho na cognição são os flavonóides, amplamente presentes em hortaliças e frutas e os estilbenos que favorecem a produção pelo fígado do HDL, que é o colesterol bom, e redução do LDL que é o colesterol ruim. Esses podem ser encontrados na uva, feijão e no amendoim, por exemplo. É importante caprichar em alimentos ricos em zinco, vitamina A, magnésio, ácido fólico e ferro como folhosos verdes escuros, mamão, abóbora, beterraba, cenoura, sementes e carnes. A salada pode ser verde e crua ou pode fazer um refogado. Fazer omelete ou panqueca verde usando espinafre, brócolis e manjericão.

Para o bom funcionamento cerebral e do corpo como um todo, é importante sempre evitar alimentos industrializados, que são inflamatórios. Diminuir o consumo de alimentos ultra processados, fast food e junk food. Evitar o excesso de açúcar encontrado em doces e refrigerantes, bebidas prontas, como xarope de glicose, biscoito recheado, bebida de caixinha e bebida alcoólica. Por serem alimentos ricos em açúcar e gorduras trans eles aumentam os marcadores inflamatórios podendo causar uma disfunção endotelial prejudicando a transmissão dos neurotransmissores do bem-estar, de felicidade e que ajudam na memória e regulam a saciedade.

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência em idosos. É uma doença cerebral neurodegenerativa, progressiva e sem cura e destrói gradualmente as áreas cerebrais responsáveis pela capacidade de memória e aprendizado. Hoje temos fortes evidências da relação de Alzheimer e diabetes tipo 2.

A diabete tipo 2 causa uma neurodegeneração induzindo mudança na função e na estrutura vascular, do metabolismo da glicose e na sinalização celular da insulina. Tem como modificação do metabolismo da proteína beta amilóide que em forma excessiva, depositada no cérebro, acarreta a deficiência da memória. Por isso é importante a nutrição correta, a mudança no estilo de vida e a prática de atividade física.

Ana Paula Cony, nutricionista da Clínica Neurovida do Rio de Janeiro.

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