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Connectis desenvolve app móvel para acompanhar tratamento de radioterapia

por Redação
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A Connectis, do grupo Getronics com sede na Holanda, integradora de tecnologia e serviços de TIC, acaba de lançar no mercado o aplicativo móvel Radioterapia com Amor, desenvolvido em parceira com o Centro Oncológico Pergamino (COP), no âmbito do programa nacional “Transformação da Saúde” na Argentina, para acompanhar pacientes, promover autocuidado e diminuir o medo do desconhecido.

Segundo a empresa, o aplicativo, de operação intuitiva, visa ajudar os pacientes que enfrentam o tratamento de radioterapia, possibilita também um atendimento humanitário dos pacientes a partir da ideia de apoiar, acompanhar e melhorar os resultados do tratamento.  “É uma grande satisfação para a Connectis fazer parte de soluções tecnológicas que ajudam a transformam de forma positiva o meio social, bem-estar e saúde, pensando sempre no individuo no centro de tudo”, explica Elisabete Mleczak, managing director e vice-presidente client services da Connectis Latam.

A solução foi criada para implementar o projeto Transformação da Saúde, do Centro Oncológico Pergamino e do Hospital Interzonal Geral de Agudos San José de Pergamino. “Quando os pacientes chegam para as sessões de radioterapia, já vêm com o diagnóstico, então já têm a doença mais ou menos assumida. Mas o tratamento é uma grande incógnita. Sabemos mais sobre a quimioterapia, enquanto a radioterapia é um tratamento um tanto invisível. Na primeira consulta do tratamento, muitas informações são passadas ao paciente que são muito importantes para o bom andamento da terapia. Eles são informados sobre as possíveis reações adversas, os cuidados que devem receber, a dieta, etc.”, explica Elena Casco, médica especialista em radioterapia do Centro Oncológico Pergamino.

Parceria entre Connectis e COP

Considerando a baixa taxa de retenção desse tipo de informação, os profissionais do COP pensaram em uma ferramenta que fosse muito fácil de usar para aumentar a confiança/engajamento dos pacientes. “Conhecemos a Connectis e achamos eles maravilhosos. Tínhamos muitas ideias para esse aplicativo atender pacientes, mas precisávamos de foco. Eles nos orientaram a focar no objetivo principal, que é atender e acompanhar o paciente”, lembra a médica. “Aplicamos uma metodologia ágil e a verdade é que foi muito fácil trabalhar com a equipe da Connectis porque, desde o início, eles nos entenderam e ao nosso público-alvo, que tem um perfil bem diferente do que estão acostumados a lidar. Além disso, sua experiência e trajetória nos deram muita tranquilidade”, completa Elena.

Rosana Canone, diretora de vendas da Connectis na Argentina, destaca o que significou esse desafio para a equipe que fez parte do projeto. “Na Connectis estamos acostumados a lidar com projetos e problemas ‘difíceis’. Foi um desafio para a equipe se familiarizar com essas questões, principalmente quando falamos sobre os efeitos adversos da radioterapia. O projeto nos lembrou o lado mais humano da tecnologia, nos sensibilizou e nos conscientizou. Agradecemos à equipe do COP e ao hospital pela forma como tiveram de interagir e comunicar com tanta liberdade e franqueza.”

Amilcar Osorio, médico e gestor do COP, destaca os aspectos mais relevantes pelos pacientes que estão testando o aplicativo. “O simples fato de descobrir uma ferramenta pensada para eles, para apoiá-los, já é muito valorizado. Eles ficaram surpresos ao saber que podem esclarecer uma dúvida simplesmente consultando o celular. E destacam que é um aplicativo personalizado e muito fácil de usar.”

O aplicativo favorece o tratamento e os seus resultados na medida em que “aumenta a taxa de adesão, ou seja, mais doentes continuam a frequentar as sessões até ao fim da prescrição. Em segundo lugar, tem vantagens terapêuticas porque diminuem os efeitos adversos que a terapia pode ter, como a toxicidade, que é fundamental em alguns tipos de câncer, como o pélvico ou o de mama”, explica Osorio.

A doutora Elena também enfatiza que um grande número de pessoas pode se beneficiar dessa ferramenta. “No hospital, 40% do câncer diagnosticado tem prescrição de radioterapia e há alguns tipos em que aumenta. Por exemplo, na Argentina, cerca de 4.500 novos casos de câncer cervical são diagnosticados a cada ano. Dependendo do estágio, seu tratamento consiste em radioterapia em 70% dos casos.”

O gestor do COP explica que estão sendo feitos testes de usabilidade com os pacientes para concluir com as melhorias necessárias. “O aplicativo agora está disponível na Play Store após obter feedback do ponto de vista dos pacientes”, informa Osorio.

O projeto “Transformação da Saúde – Promovendo a inovação e a digitalização do Sistema Nacional de Saúde” é um programa criado pela Fundação Garrahan e Produtos Roche para promover a transformação digital, a inovação nos processos e a sustentabilidade do sistema de saúde por meio da participação dos agentes de saúde.

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