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Dados processados por tecnologia vestível ajuda a identificar problemas de falta de sono

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Os dispositivos vestíveis vêm sendo usados para identificar problemas de saúde e dar suporte à medicina remota. Com esse recurso, é possível monitorar a pessoa por vários dias, gerando dados que contribuem para avaliação física e mental do indivíduo. Estudo liderado por Arturo Forner-Cordero, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) e docente da Universidade de São Paulo, usa um aparelho vestível, actímetro de punho, para analisar o impacto do déficit crônico de sono sobre o controle postural – a habilidade do ser humano de manter a posição do corpo durante uma atividade, seja estática ou dinâmica.

Os pesquisadores descobriram que a má qualidade do sono e o jet leg social afetam o controle postural, a coordenação motora e a aprendizagem, sendo tão prejudiciais quanto a privação total do sono. O jet leg social ocorre quando uma pessoa dorme mais nos finais de semana para compensar as poucas horas de sono dos dias úteis. “O déficit pode comprometer o desempenho de várias atividades motoras, sendo especialmente crítico em profissionais como caminhoneiros, operadores de máquinas e pilotos de avião e helicóptero”, afirma o membro do IEEE.

Os hábitos de estudo ou de trabalho também parecem afetar negativamente a rotina de sono.  E como consequência, é possível observar um efeito negativo no controle dos movimentos.   Na tese de doutorado de Guilherme Silva Umemura, um dos pesquisadores do grupo, foi observado uma perda de desempenho do controle da caminhada em diferentes condições de privação de sono, seja ela total de uma noite, ou parcial, devido à rotina de trabalho/estudo das pessoas

No experimento, voluntários usaram por duas semanas um actímetro de punho, um aparelho vestível que mede a atividade corporal, a luz ambiente e a temperatura do quarto e do organismo. Em seguida, responderam questionário de sonolência e qualidade do sono e fizeram testes de coordenação, aprendizagem e equilíbrio sobre uma plataforma. “O próximo passo do nosso trabalho é saber quanto o déficit crônico de sono e o jet leg social comprometem a postura. Desta forma, poderemos no futuro estabelecer parâmetros para avaliar se profissionais com este problema podem desempenhar determinadas funções ou precisam parar para descansar”, explica Arturo Forner-Cordero.

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