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Oncoclínicas digitaliza dados de exames e prontuários em processo de digitalização

por Redação
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O Grupo Oncoclínicas está utilizando a tecnologia para coletar e estruturar dados anonimizados de prontuários e exames médicos de pacientes. Por meio do Azure Storage, plataforma de armazenamento em nuvem da Microsoft, a organização criou um aplicativo para digitalizar informações de prontuários físicos e transformá-los em dados eletrônicos organizados, que podem ser usados para gerar indicadores mais precisos sobre tratamentos e insights importantes para novos estudos e terapias. Além disso, contar com os dados em um sistema digital, facilita a busca de informações e um acompanhamento personalizado, com o histórico dos pacientes. Ao longo de cinco meses, mais de 50 mil exames já foram digitalizados usando essa tecnologia.

O principal desafio da instituição era conseguir acessar e organizar um enorme volume de dados de prontuários e exames de forma mais eficiente e intuitiva, uma vez que parte deste material só existia em papel, o que dificultava o acesso a dados importantes, como perfil dos pacientes, diagnósticos e resultados de tratamentos de forma sistematizada e escalável.

“Ao preencher o prontuário, o médico tem acesso às informações e aos exames dos pacientes para definir o melhor protocolo. O grande desafio para nós era que informações essenciais para gerar indicadores, insights e conclusões importantíssimas sobre o tratamento e diagnóstico dos pacientes não eram acessadas de forma estruturada. Com isso, poderíamos enfrentar uma lacuna de informações. Com as informações em um ambiente digital, conseguimos desenhar o perfil dos pacientes de maneira mais ágil e precisa, o que apoio o trabalho dos médicos e profissionais que fazem o acompanhamento dessas pessoas”, comenta Marcio Guimarães, gerente executivo de Data e Analytics da Oncoclínicas.

Hospedado no Azure Storage, o aplicativo criado utiliza Inteligência Artificial (IA) para extrair as informações, transformá-las em texto e traduzi-las em dados que serão armazenados no sistema de dados da instituição. A ferramenta é, inclusive, capaz de fazer a leitura de laudos de exames de imagem e convertê-los em texto para ser imputado no sistema.

Uma das soluções utilizadas no projeto foi o Text Analytics for Health, um recurso predefinido do Azure que utiliza o Processamento de Linguagem Natural (PNL) para detectar e identificar termos médicos em textos, classificá-los e associá-los a sistemas padronizados de codificação clínica, permitindo uma compreensão mais profunda dos dados obtidos e do contexto do paciente. Esses dados são extraídos mediante a assinatura de um termo de consentimento em que os pacientes autorizam a utilização das informações para fins estatísticos, garantindo sua confidencialidade e segurança.

Além do ganho em acesso a informações valiosas, a Oncoclínicas conseguiu ampliar sua capacidade de extração de dados e diminuir o tempo gasto na curadoria das informações. Anteriormente, um time de curadores de dados, composto por pessoas da área da saúde com especialização em oncologia, era responsável por ler os prontuários e exames e preencher as informações manualmente. Hoje, esse processo é automatizado e eles passaram a fazer apenas a validação do processo.

Para Guimarães, com o apoio das ferramentas da Microsoft, a instituição também conseguiu direcionar melhor os esforços empregados pela equipe: “atendemos cerca de um milhão de pacientes por ano e várias das informações só existiam de forma física, em papel, então esse processo não era escalável. Atualmente, com os dados já digitalizados e organizados, o time de curadoria pode se concentrar apenas em validar as informações e garantir que estão corretas. O que antes levava cerca de 5 minutos para cada documento, hoje pode ser feito em segundos – o que libera tempo para esses profissionais se dedicarem a atividades mais estratégicas”, complementa.

Outro benefício da solução está relacionado ao Value Based Healthcare, sistema de remuneração das instituições de saúde pelas operadoras, em que é levada em conta a taxa de sucesso e o resultado do tratamento. A adoção desse modelo demanda um maior nível de monitoramento e comprovação de resultados, e analisa a jornada do paciente ao longo de seu tratamento, o que só é possível a partir da análise de dados clínicos bem estruturados.

“Os dados clínicos são usados para o que chamamos de medicina de precisão, com o objetivo de conhecer melhor o paciente, entender quais terapias estão sendo realizadas e quais os resultados. Ter informações estruturadas e fáceis de acessar para analisar diagnósticos e tratamentos tende a facilitar o acesso a informações que beneficiam a pesquisa clínica, o relacionamento com as operadoras de saúde e a realização de estudos mais amplos para compreender mutações da doença e avanços nos tratamentos realizados”, pontua Guimarães.

Para Andrea Cerqueira, vice-presidente de Vendas Corporativas para Clientes e Startups na Microsoft Brasil, o uso de inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina) pode beneficiar diversas áreas, incluindo a saúde. “O segmento de healthcare está constante evolução. Como uma área essencial, as inovações desenvolvidas nesse setor beneficiam a sociedade como um todo, por isso, requer muita pesquisa e desenvolvimento nos processos. Apoiar a Oncoclínicas a trabalhar com seus dados de maneira mais ágil, extraindo todo o potencial das informações, representa a dedicação que temos em aplicar a tecnologia para impulsionar a inovação”, conclui.

Nesta primeira fase do projeto, a instituição utiliza o aplicativo para digitalizar exames de pacientes com câncer de mama e pretende ampliar a tecnologia para outros tipos de câncer nas unidades atendidas.

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