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Roche investe para liderar o setor de medicina personalizada no Brasil

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Segundo estudo da FutureProofing Healthcare, os mostram que o Brasil está bem posicionado em importantes dos 31 indicadores apresentados, mas tem espaço para evolução em áreas estratégicas na comparação com seus vizinhos da América Latina. Os resultados mostram que o Brasil ocupa o primeiro lugar em investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, refletindo um alto nível de inovação, o que é especialmente relevante para a medicina personalizada quando envolve evidências de mundo real. O país também é o mais avançado em direito do paciente de acesso aos dados, como resultado da atuação das associações de pacientes no país e de relevantes marcos legislativos e regulatórios.

“Desde a aceleração da descoberta e do desenvolvimento de medicamentos até o aprimoramento do projeto dos estudos clínicos, a otimização do atendimento e a agilização do acesso, dados de alta qualidade e análises rigorosas constituem o mecanismo que impulsiona a assistência médica personalizada”, afirma Marcelo Oliveira, Head de Medicina Personalizada da Roche Brasil.

Já a sexta colocação em infraestrutura de dados evidencia o quanto o país tem necessidade de avançar na conexão de informações robustas para permitir que os sistemas de saúde ofereçam cuidados personalizados, melhor alocação de recursos e aumento da eficiência. Aqui a evolução depende, no setor da saúde, da colaboração aberta entre reguladores, corporações e gestores na organização e compartilhamento de dados.

Entre os índices em que o Brasil ocupa as últimas posições, estão a triagem de doenças genéticas, sistemas de apoio à tomada de decisões e financiamento da saúde. “A implementação universal de assistência médica personalizada apoia a sustentabilidade dos sistemas e facilita o acesso à saúde de maneira assertiva. Esta iniciativa requer vias e procedimentos regulatórios que apoiem e aceitem evidências inovadoras, percebem o valor econômico e garantem o acesso justo ao melhor atendimento possível”, comenta Oliveira.

O país também é o décimo em equidade, a partir das disparidades de acesso entre os sistemas público e privado. O desafio de tornar a medicina personalizada uma realidade no Brasil demanda a mitigação das desigualdades, permitindo que todos se beneficiem dos mais recentes avanços em cuidados, independentemente de gênero, etnia ou histórico socioeconômico.

Segundo o executivo da Roche, uma mudança de paradigma em direção à medicina personalizada significa ir além das soluções de curto prazo para alcançar objetivos de longo prazo. Na visão da companhia, para cumprir a promessa da saúde digital, baseada em dados e personalizada, todos nós precisamos agir para: “Quando temos o paciente certo, no tempo certo, com recursos certos, onde toda conjunção permite o melhor e gerenciamento da saúde”, enfatiza

O Brasil deu avanços positivos quando se olha a tecnologia de personalização, e tem um caminho a percorrer para adoção em de políticas públicas. Mas não está muito aquém dos países de desenvolvidos.

No ambiente privado, pelos planos de saúde, tem exemplos mais concretos, como sequenciamento Foundation Medicine, uma nova tecnologia para o gerenciamento do câncer: o teste em biópsia líquida que analisa 324 genes a partir de uma única e simples coleta de sangue, sem a necessidade de internação e 324 genes do tumor de câncer, que oferece um relatório bem completo e opções terapêuticas.

“Na área pública, temos o Icesp, Hospital de Barretos e alguns hospitais públicos voltados ao tratamento de câncer que já conseguem aplicar as técnicas de medicina personalizada”, diz Oliveira.

O Ministério da Saúde lançou em agosto 2020 o projeto Genomas Brasil, que través de uma portaria incentiva a criação de programas de educação científica para capacitação de centros de pesquisa nessa área. Um projeto que basicamente fiz a sequenciar o DNA de mais de 100.000 pacientes em 5 anos para doenças cardiológicas, doenças infecto contagiosas, doenças raras e câncer.

Outra medida, é Projeto Lei para que uma pessoa tem que receber um tratamento em 60 dias, que no caso de câncer, pode fazer uma conexão com a saúde personalizada com ferramenta avançada, com sequenciamento do DNA, para se obter uma terapia mais eficaz para o tratamento, gastando menos recursos para isso.

Inteligência Artificial

Algoritmos de inteligência artificial aprimoram o conhecimento da doença, recursos personalizados, faz o sistema aprender com os resultados da jornada do paciente, com dados da vida real, o real work data, que é um sistema mais eficaz para dar previsibilidade.

A Roche anunciou em 2018 a compra Flatiron Health, startup, que com seu conceito de Big Data acelera e, em alguns casos, substitui o árduo processo de realização de ensaios clínicos onde os pacientes são aleatoriamente designados para um tratamento ou outro, permitindo que sejam comparados.

Com isso, a Roche está desenvolvendo o Floodlight MS, um aplicativo com embasamento científico para suportar discussões e decisões clínicas, a partir da coleta de dados objetivos sobre a função do paciente entre as visitas clínicas, de maneira a ajudar a enxergar a vida do paciente com esclerose múltipla além da superfície. O objetivo é fornecer uma visão da função neurológica para auxiliar pacientes e neurologistas a entender melhor como se comporta e evolui a doença. “Acreditamos que ferramentas como essa, que se conectam ao dia a dia do paciente e do médico, agregam valor à assertividade dos tratamentos e à jornada do paciente, com foco nas necessidades reais, além de gerar insights decisivos para a pesquisa e o desenvolvimento de novas soluções que beneficiam o ecossistema de saúde”, explica Oliveira.

No caso de câncer de pulmão, ela usou esse recurso de real work data no EUA, onde um estudo clinico demostrou que a terapia da Roche dava uma sobrevida aos pacientes em relação às terapias tradicionais. Essa iniciativa já foi aprovada em 5 países.

Ela pode ser aplicada em outros tipos de doença, como esclerose múltipla. Em breve a Roche vai lançar um aplicativo que ajuda paciente com esclerose múltipla, que informa como ele está se sentido com a doença, trazendo para bancos de dados a produção de dados de vida real.

Estratégia

A Roche entre 2015 e 2018 implementou uma decisão estratégica com a  aquisição Foundation Medicine, uma empresa de teste genômico usando DNA e algoritmos de IA, que geram marcadores para decisões mas assertivas para o tratamento.

Essa abordagem de tratamento agnóstica de entrectinibe é exemplo bem ilustrativo de medicina personalizada. “No passado, trabalhávamos para tratar um tipo específico de tumor, por exemplo, câncer de pulmão ou câncer de mama. Com o entrectinibe, temos um medicamento que é agnóstico ao tumor, o que significa que nos concentramos nas alterações genômicas do câncer, e não em qual órgão o câncer se originou. No caso de entrectinibe, estamos visando tumores com mutações nos genes ROS1 ou NTRK”, diz Oliveira.

Como essas mutações raras ocorrem em vários tipos de tumor, o perfil molecular e o sequenciamento de última geração desempenham um papel essencial na identificação de pacientes que podem se beneficiar do tratamento.

Além disso, a medicina personalizada, na forma de dados do mundo real, foi essencial para a abordagem de desenvolvimento clínico de entrectinibe. “Em um de nossos estudos, não foi viável incluir um braço comparador devido à raridade do grupo de pacientes que estávamos estudando – desenvolvemos, então, um braço de controle externo usando dados da Flatiron para comparar os pacientes tratados com entrectinibe com uma coorte do mundo real tratada com o padrão”.

A Roche também participa de uma iniciativa que só existe no Brasil. Um projeto chamado Lung Mapping, que reúne 7 farmacêuticas, entre elas AstraZeneca, Bayer, BMS, Pfizer, que se uniram para oferecer para pacientes com câncer de pulmão um teste genômico pelo qual o paciente com um tipo específico de câncer no pulmão terá acesso uma tecnologia que poucos países oferecem.

“A gente entende que no nosso DNA da Roche está trabalhar em parceria com as outras instituições, pois um trabalho que você não consegue fazer sozinho é só é possível através da parceria. Uma coisa para ganhar escala, pois quanto mais informação você consegue mais você vai melhorar a análise desses dados”, ressalta.

Atualmente, a medicina personalizada é uma das principais estratégias para posicionar a Roche como líder global em biotecnologia e inovação, conectando conecta as áreas de P&D das divisões Farmacêutica e Diagnóstica, criando uma sinergia para entregar soluções médicas por meio de testes e medicamentos extremamente avançados.

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