segunda-feira, abril 15, 2024
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Sete tecnologias promissoras para a indústria farmacêutica

por João Pires
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Mais do que produzir remédios, a indústria farmacêutica tem se mostrado vital para a sociedade no que condiz a saúde e cuidados. Essa percepção ganhou força principalmente com os impactos da pandemia, que colocou o setor diante de uma verdadeira corrida contra o tempo para realização de pesquisas e fabricação de vacinas e medicamentos para combater a crise sanitária. E, para obter tais resultados em tão pouco tempo, a tecnologia teve um papel importante nessa jornada.

Analisando do ponto de vista mercadológico, a indústria farmacêutica segue tendo um desempenho expressivo. Segundo pesquisa da Interfarma, nos últimos cinco anos, o setor apresentou uma alta de 62% no faturamento, totalizando R$ 146,7 bilhões em vendas.  Os dados refletem o atual momento vivido pelo segmento, cujo foco está em atender as demandas individuais da população levando em conta as mudanças de hábitos e comportamento da sociedade que impactam diretamente o seu desempenho.

Nessa perspectiva, precisamos enfatizar que a indústria farmacêutica, diferentemente de outros setores, tem a obrigatoriedade de seguir um rigoroso protocolo de controle que abrange desde a fabricação até a distribuição dos medicamentos — além de ter como desafios principais a serem superados o combate à falsificação de medicamentos através da codificação e rastreabilidade destes.

Sendo assim, algumas tecnologias são capazes de ajudar nesse processo, confira as que mais têm se destacado:

# 1 Blockchain: desde 2018, essa tecnologia vem ganhando força. O mecanismo de armazenamento de dados garante a segurança e transparência no compartilhamento de informações de forma que possam ser auditadas.

# 2 Big data: ter acesso e disponibilidade a informação faz toda a diferença. Sendo assim, através dessa tecnologia, é possível copilar uma alta quantidade de dados da população — desde aspectos regionais e geográficos até a elaboração de pesquisas acerca de hábitos comportamentais e concorrência.

# 3 Inteligência artificial (IA): é esse o recurso que possibilita a captação das mais variadas informações. O seu funcionamento próximo ao raciocínio humano ajuda na condução de pesquisas e análises preditivas, bem como na mitigação de riscos logísticos.

# 4 Manufatura aditiva: conhecida por ser um sinônimo da impressão em 3D, esse recurso trata-se da criação de objetos a partir de um modelo virtual. No caso da indústria farmacêutica, esse método pode ajudar na realização de testes a fim de comprovar a eficácia do medicamento em questão.

# 5 Realidade estendida: acompanhando o princípio da manufatura aditiva, a realidade estendida potencializa a mesclagem entre o mundo físico e virtual, permitindo uma experiência ainda mais digital para os usuários.

# 6 Terapia digital: a pandemia trouxe tendências para ficar. Dentre elas, a prática de cuidados home care, consultas online entre outros recursos, são ações que auxiliam no aperfeiçoamento da comunicação e na agilidade da prestação de atendimentos.

# 7 Internet das coisas (IoT): é ela quem concilia todo o aspecto produtivo, ajudando na integração da cadeia de produção, no atendimento e suprimento das demandas que seguem crescendo em alta escala, facilitando o equilíbrio dos processos.

É importante destacar que a medida em que a humanidade vai se desenvolvendo e evoluindo, novas demandas surgem e exigem o imediatismo e agilidade frente a atual realidade. Por sua vez, a pandemia pode ser considerada um verdadeiro guia nesse processo, pois apresentou como a tecnologia é a principal aliada ao setor. Esse preparo, por exemplo, pode ser aplicado na prática com os conflitos da Guerra da Ucrânia e tantos outros.

Mas, mesmo diante de tamanhos recursos dispostos com a tecnologia, a indústria farmacêutica ainda tem diversos desafios a serem superados pela frente. Diante disso, é importante ressaltar que a eficácia da implementação dessas tecnologias dependerá do quão bem estruturada a fábrica estiver. Nesse cenário, contar com o apoio de um sistema de gestão aliado as melhores práticas do mercado, certamente fará toda a diferença na obtenção de resultados ainda mais expressivos.

A indústria farmacêutica cada vez mais seguirá evoluindo nos aspectos de conectividade e interatividade com novas tecnologias que acompanham a evolução da Indústria 4.0 e sua transição para a 5.0. Contudo, cabe destacar que o seu sucesso dependerá de um conjunto de práticas que impactem desde a gestão, comprometimento com o ESG, até o apoio de medidas governamentais que apoiem seu desenvolvimento. Nessa jornada, precisamos dizer que a tecnologia sempre irá ajudar, mas nunca irá substituir o papel do ser humano.

*João Pires é executivo de vendas da SPS Group. Formado em marketing e gestão comercial pela UMESP, possui mais de 15 anos de experiência em vendas complexas.

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