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Inovação vai possibilitar triagem remota de pacientes que suspeitam de Covid-19

por Redação
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Uma nova tecnologia vai evitar que profissionais de saúde que atuam nas triagens de unidades hospitalares fiquem expostos no momento do atendimento inicial a pacientes que suspeitam de Coronavírus. O projeto de inovação é da empresa Novus e foi um dos selecionados no Edital Emergencial Covid-19 da parceria EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

O projeto desenvolvido com pesquisadores da Unidade EMBRAPII – ISI SIM (Instituto Senai de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica), de São Leopoldo (RS), utiliza Inteligência Artificial para auxiliar no diagnóstico da Covid-19. A análise do paciente é feita de maneira remota pela equipe médica a partir de sinais vitais e respostas a um questionário no momento da triagem. A pulsação, frequência respiratória, pressão arterial, saturação de O2 e temperatura corporal também são medidos automaticamente pelo sistema que inclui câmeras especiais e sensores.

Estas informações são armazenadas em um software que pode rodar localmente em um computador, na rede local do hospital ou em nuvem, permitindo a integração de dados com outros sistemas de gestão hospitalar ou de sistemas de informação pública em saúde. Além disso, o sistema é instalado em uma cabine facilmente higienizável para proteção do profissional e dos demais pacientes. A ideia também é que os dados obtidos na triagem auxiliem no processo de gestão de hospitais, por meio da identificação do perfil de pacientes e da classificação de risco, utilizando algoritmos de inteligência artificial.

Segundo Marcos Dillenburg, diretor de tecnologia e operações da Novus, esta abordagem de triagem se diferencia da tradicional, em que o profissional da saúde precisa ficar junto ao paciente, utilizar diferentes equipamentos para medição dos sinais vitais e fazer registros manuais das informações, expondo-se e dificultando a higienização do local e equipamentos.

“Buscamos parcerias para contribuir de forma mais ativa neste enfrentamento à pandemia. Tudo aconteceu muito rápido, passados três meses do primeiro contato com a Unidade EMBRAPII, já estávamos com protótipo funcional e agora estamos iniciando testes em campo e validando a pesquisa junto ao Conselho Nacional de Saúde”, destaca Dillenburg. “O apoio da EMBRAPII e a competência da Unidade ISI SIM foram decisivos para este projeto, fora de nossa linha de atuação principal, mas altamente relevante para a sociedade.”

Em fase final com instalação de protótipos em unidades de saúde para validação prática de sua eficácia, o projeto vai passar por avaliações médicas do Comitê de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde.

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