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Saúde iD cria primeiro marketplace de serviços de saúde no Brasil

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A Saúde iD, uma empresa baseada na ciência de dados e inteligência artificial, criada a partir da base de dados de SantéCorp pelo do Grupo Fleury, pretende se tornar o primeiro marketplace aberto de serviços e consumo de saúde no Brasil. Ele já nasce com uma base de dados de 7 milhões de vidas, das quais 4 milhões oriundas do SantéCorp e 3 milhões do grupo Fleury, ao qual pertence o Saúde iD, mas que será totalmente independente.

“Investimos 50 milhões de reais para criar o maior ecossistema de saúde do País e mudar radicalmente o modo como a saúde é hoje consumida”, diz Eduardo Oliveira, CEO da Saúde iD. “Nosso propósito é que o indivíduo tenha uma visão única e integrada de sua saúde”.

Explicou que a nova empresa nasce com cerca de 300 colaboradores e tem uma meta conservadora de representar entre 5 a 10 por cento do resultado do Fleury em 3 anos.

O marketplace estará baseado em 4 pilares: parcerias com operadoras de saúde, empresas privadas, e num futuro próximo com médicos e indivíduos. Oliveira diz ainda que a área de saúde pública também poderá participar, mais ainda não existe nada definido.

Os dois primeiros pilares já foram operacionalizados. Para operadoras e empresas que contratam serviços de saúde para seus colaboradores, a plataforma vai resultar no uso mais racional dos recursos, tornando-se uma plataforma eficiente para ajudar a diminuir a curva de reajuste de inflação médica. Ao integrar todos os dados de consumo de saúde, a plataforma consegue oferecer às empresas e operadoras contratantes um valioso serviço de health analytics, algoritmos preditivos, entrega de relatórios e desenvolvimento de protocolos que terão impacto direto no custo e na gestão da carteira de saúde dos funcionários.

Algumas empresas já aderiram à plataforma, a Prontmed, provedora de soluções de prontuários eletrônicos do Brasil; a startup israelense Sweetch, healthtech especializada em prevenção e gerenciamento de doenças crônicas; a Danone Nutrição e a Socesp,

Como funciona

Por um aplicativo o paciente pode agendar e realizar teleconsultas, consultas presenciais, marcar e acessar resultados de exames diagnósticos, consultar seu prontuário eletrônico, auto gerenciar seus problemas de saúde (doenças crônicas) e, no futuro, ter acesso a um marketplace que oferecerá desde venda e entrega de medicamentos a kits de alimentação saudável, bens de consumo e ofertas para adoção de hábitos saudáveis.

O paciente será o dono de todas as suas informações de saúde e as terá integradas em um único local, e assim disponibilizar seu histórico a cada médico que visitar ou exame que realizar, que também poderão atualizar os procedimentos realizados para aquela pessoa. O objetivo é empoderar o paciente para que ele cuide da sua própria jornada de saúde.

“Vamos democratizar o acesso à saúde, abrindo oportunidades para que healthtechs e empresas do setor desenvolvam soluções online e offline de qualidade para serem incorporadas à plataforma”, afirma Oliveira. A curadoria dos produtos e serviços que vão compor o ecossistema, assim como a governança da plataforma, ficarão sob a responsabilidade da própria Saúde iD.

Crescimento

O crescimento da plataforma se dará em fases e começa com a gestão de 7 milhões de vidas. Inicialmente, a Saúde iD irá oferecer todos os serviços prestados já pela SantéCorp, incluindo a atenção primária (porta de entrada no modelo de saúde), e vários do Grupo Fleury, como, Cuidado Integrado para Empresas, Centro de Infusões, Day Clinic e coleta domiciliar, por exemplo. Estarão disponíveis ainda os serviços de telemedicina prestados por SantéCorp e Grupo Fleury, lançados há apenas quatro meses e que juntos já realizaram mais de 30 mil consultas. “Nessa primeira fase já foram incluídos alguns parceiros, e em breve, novos serão a anunciados, como drogarias, hospitais, e profissionais de todas as áreas da saúde”, ressalta Oliveira

Os parceiros poderão ser integrados através de APIs ou mesmo através de SDK fornecidos pela SaúdeID. A remuneração da plataforma poderá ser feita de várias maneiras, por custo/vida mês, custo por empregado ou por custo definido com os novos parceiros. Também poderá ser cobrada uma taxa inicial de integração.

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