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Pesquisa comprova que telemedicina é eficaz no monitoramento de crônicos

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O monitoramento remoto é eficaz para prevenir complicações de doenças crônicas que provocam internações hospitalares ou exigem atendimento de emergência. Pesquisa da AsQ, empresa especializada em gestão de saúde, acompanhou durante nove meses um grupo de pessoas com doenças crônicas. Eles participaram de avaliações periódicas feitas de forma virtual — meio encontrado para manter o acompanhamento e evitar a descontinuidade no tratamento durante a pandemia e as restrições ao atendimento presencial.

Os atendimentos periódicos virtuais evitaram aumento significativo na procura por consultas eletivas presenciais, nas internações hospitalares, por conta de acompanhamento e tratamentos bem-sucedidos e, também, a necessidade de ida ao pronto atendimento. Os resultados do estudo serão apresentados no 13º Seminário Unidas – Integralidade do Cuidado e Saúde Digital, que será realizado nos dias 26 e 27 deste mês, em Belo Horizonte, evento que reúne algumas das maiores lideranças em gestão da saúde do Brasil.

A pesquisa acompanhou 13.663 pessoas distribuídas em dois grupos. O primeiro, com média de 66 anos, apresentava doenças crônicas. O segundo, com indivíduos com 46 anos em média, era saudável. Ao longo dos meses, os pacientes com doenças crônicas apresentaram taxa de internação de 6,6% – e taxa de entrada em pronto-atendimento de 24,1%. Entre os pacientes sem doenças pré-existentes as taxas foram de 4,2% e 20,5%.

“A pandemia afastou dos consultórios muitas pessoas que precisam de tratamentos e acompanhamento contínuo, o que resultou em complicações de muitos casos. Os dados da pesquisa mostram que o acompanhamento virtual do paciente é uma opção eficaz para prevenir o agravamento de quadros crônicos”, explica o CEO da AsQ, André Machado.

O atendimento preventivo virtual inclui acompanhamento telefônico, visitas virtuais da equipe de enfermagem e videochamadas de médicos, psicólogos e nutricionistas, que trabalham de forma integrada. Os resultados do estudo mostram que esse esforço garante que a população crônica monitorada por meio de tecnologia e inovação tenha seu quadro de saúde controlado.

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