ArtigosNewsletter

Como centralizar a emissão de laudos de exames por imagens?

0

A evolução dos exames por imagens 2D e 3D tem contribuído de maneira significativa com os diagnósticos e tratamentos de diversas doenças, e certamente representa um caminho sem volta no dia a dia de clínicas e hospitais. Entretanto, expõe alguns desafios importantes na sua implementação e operacionalização.

Os sistemas mais conhecidos que aplicam essas tecnologias utilizam um repositório de imagens centralizado, como o PACS (Picture Archiving and Communication System), que é acessado pelos profissionais através da infraestrutura de rede local. Ou seja, os profissionais que utilizam essas imagens, na grande maioria dos casos, devem estar na mesma unidade onde o exame foi gerado para poder acessá-lo. Caso contrário, sofrerão com quedas de comunicação, indisponibilidade e lentidão, podendo colocar em risco a integridade do exame devido ao possível comprometimento do arquivo. Isso se deve ao grande volume de dados gerados em exames como esses, que são consolidados em arquivos que chegam facilmente a mais de 500MB.

O que pretendo destacar em relação ao volume de dados armazenados, que podem chegar aos Petabytes ao ano, é a escalabilidade dos recursos tecnológicos para garantir a disponibilidade, confidencialidade e desempenho que viabilizem sua utilização mesmo em localidades remotas, utilizando circuitos de comunicação de longa distância, trazendo maior eficiência na utilização não só dos recursos tecnológicos envolvidos, mas também – e principalmente – de recursos humanos.

A disponibilidade de profissionais capacitados e aptos para a emissão de laudos e análises baseados em exames por imagem é algo crítico na estrutura de atendimento de saúde. Assim, a centralização dessas análises e emissões de laudos é extremamente desejada; é preciso que os exames por imagem feitos nas diversas unidades estejam disponíveis remotamente aos profissionais que atuarão em sua análise com total confidencialidade e na velocidade esperada.

Para que isso seja possível, devemos olhar também para as comunicações de longa distância entre as unidades nas quais as imagens são armazenadas e a localidade onde estes profissionais estarão alocados para realizar seu trabalho. Normalmente, a primeira e mais utilizada forma de viabilizar esta comunicação atendendo às premissas já citadas é o investimento em novos circuitos de longa distância ou o incremento de suas capacidades de forma que respondam a tais premissas; entretanto, esta abordagem eleva os custos, além de não ser escalável para acompanhar a demanda crescente.

Com a evolução da tecnologia para transmissão de dados em longa distância, conhecida como SD-WAN (Software Defined Wide Area Network), por meio de diversas técnicas que possibilitam a combinação de múltiplos circuitos de longa distância de diferentes meios e/ou fornecedores, é possível balancear a carga de tráfego entre unidades remotas com base em políticas orientadas à identificação da aplicação que deve ser priorizada, além de mecanismos para correção de erros e a aceleração do tráfego, mesmo entre as localidades mais remotas do país, garantindo a integridade e segurança das imagens.

Como resultado, temos um impacto positivo nas operações das instituições de saúde e soluções que agregam real valor aos usuários.

Riane Vilela, engenheiro de Sistemas de Rede da Aruba.

BRF adota telemedicina para seus colaboradores

Artigo anterior

A.C. Camargo Câncer Center oferece triagem virtual durante a pandemia

Próximo artigo

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Mais Artigos