quarta-feira, maio 29, 2024
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Tecnologia minimiza desperdício de bolsas de doação de sangue

por Redação
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Doações de sangue podem salvar vidas, mas com estoques cronicamente baixos e com uma demanda que só aumenta, é preciso aproveitar ao máximo cada gota disponível. Para evitar desperdícios – como perdas ou comprometimento de bolsas – o setor de saúde deve olhar para a cadeia logística por onde passa o sangue, investindo em tecnologias que a deixem mais inteligente e eficiente.

“Tecnologias como impressoras de etiquetas com códigos de barra, computadores móveis e sensores Bluetooth garantem que esse ativo, que pode salvar vidas, chegue aos pacientes de maneira rápida e segura”, explica Andrés Ávila, gerente de Marketing para o setor de saúde da Zebra Technologies na América Latina. 

Além do número insuficiente de doações, existem outras razões pelas quais o sangue pode ser desperdiçado antes de chegar ao paciente, como amostras comprometidas, manuseio, armazenamento e registro inadequados. “Todos esses pontos podem ser evitados com processos e tecnologias que garantam a integridade da bolsa de sangue desde a coleta até a transfusão”, reflete Ávila.  

O executivo lista como a cadeia de suprimentos de sangue pode aproveitar ao máximo as doações:  

  1. Identificação sem falhas 

Identificar adequadamente uma bolsa de sangue é o primeiro passo para garantir que ela chegará ao paciente em perfeito estado e a tempo de ajudá-lo. Isso é possível com o apoio de impressoras de etiquetas de código de barras, que trazem todos os detalhes sobre o sangue ali contido, e de computadores móveis que permitem o acesso a todos os dados registrados no código. 

2. Controle e monitoramento de temperatura 

Bolsas de sangue precisam ser armazenadas a temperaturas entre 2 e 6°C para se manterem integras, não podendo ser deixadas em temperatura ambiente por muito tempo, com risco para sua integridade. Normalmente, quando uma equipe de linha de frente tem a desconfiança de que uma bolsa tenha sido comprometida, seu conteúdo é descartado por segurança. No entanto, há no mercado sensores Bluetooth precisos que monitoram a climatização dos ativos. Caso o sangue tenha saído da faixa de temperatura ideal, o sistema emite um alerta para que ele não seja utilizado. Além disso, a solução também coleta dados que ficam armazenados na nuvem e permitem a geração de relatórios de distribuição em tempo real. 

3. Levando o sangue certo para a pessoa certa 

Com a bolsa de sangue chegando em segurança ao seu destino final, distribui-la e administrá-la para o paciente certo também é crítico. Dessa maneira, a identificação do sangue é apenas meio caminho andando, já que o paciente também tem que estar devidamente sinalizado com pulseiras que trazem todas as informações de seu prontuário em um código de barras. Assim, a equipe médica sabe o tipo e a quantidade de sangue necessária para cada um. 

“Vale comentar que tudo isso vale não apenar para bolsas de doações de sangue, mas também para amostras de sangue de exames, que também ficam comprometidos quando são mal identificados ou armazenados na temperatura errada”, comenta Ávila. Para o executivo, além do investimento em campanhas que levem mais pessoas a doar sangue, é essencial focar esforços em uma cadeia logística segura para o sangue, garantindo que a sociedade como um todo está tirando o melhor proveito possível de um ativo valioso e que salva vidas. 

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