segunda-feira, julho 15, 2024
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Testes genéticos ajudam no diagnóstico precoce do câncer de próstata e na indicação de terapia

por Redação
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O câncer de próstata tem a segunda maior incidência de cânceres em homens e, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 65.840 novos casos para este ano, segundo o estudo feito para o triênio 2020-2022. O rastreamento precoce da doença por meio de exames é lembrado na campanha de Novembro Azul, mês em que é reforçada a importância da prevenção. Neste contexto, é preciso ressaltar que os testes genéticos são parte importante neste processo. Aproximadamente 12% das pessoas com câncer de próstata metastático e 6% das que têm a doença localizada na próstata (de alto risco) têm uma predisposição genética identificada.

Em um organismo saudável, os genes são responsáveis pela proteção no aparecimento de cânceres. Mas, ao sofrerem mutações, perdem a capacidade protetora, tornando o corpo mais suscetível ao desenvolvimento de tumores malignos. O teste genético é feito para identificar essas mutações, que podem auxiliar no manejo da doença e na definição do melhor caminho de cuidado do paciente. É o que explica Cristovam Scapulatempo Neto, diretor médico de patologia e genética da Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil.

O câncer de próstata causa cerca de 15 mil óbitos anuais, a segunda maior taxa de mortalidade por câncer que atinge homens no país. Cristovam comenta que diferentes testes podem ser recomendados, dependendo do estágio da doença e de quem está sendo testado. “São indicados para pessoas que tenham histórico pessoal de câncer de próstata, além de histórico familiar ou de mutações de alto risco”, orienta. 

“Existe o painel de câncer hereditário, que identifica mutações germinativas, ou seja, com as quais o paciente nasceu. E existem os testes feitos para identificar a mutação genética do tumor. Ambos podem guiar o médico para personalizar o tratamento”, acrescenta Scapulatempo.

Vale lembrar que a maioria das pessoas com câncer ou histórico familiar de câncer não tem um gene anormal herdado. Herdar uma alteração genética não significa, obrigatoriamente, que o paciente desenvolverá a doença. “Por isso, é essencial a condução de um especialista em genética médica, pois ele ou ela poderá fazer a análise o DNA e ajudar a detectar o câncer de maneira precoce ou, ainda, diminuir seus riscos”, diz. Se for identificado um fator genético, é possível testar também os familiares e acompanhá-los mais de perto, por meio do aconselhamento genético.

Como são realizados esses exames?

“No caso do câncer de próstata, dois importantes genes, BRCA1 e BRCA2, foram descobertos como os causadores dos tumores, quando mutados. Uma forma da detecção da mutação nesses genes pode ser feita por meio de uma amostra de DNA, que pode ser de sangue ou saliva, para posterior análise em laboratório”, explica Scapulatempo.

Já em homens diagnosticados com câncer de próstata metastático, a Dasa Genômica oferece um exame chamado HRR, que analisa 16 genes, feito a partir de uma amostra tecidual (biópsia) do tumor. Seu resultado capaz de direcionar o tratamento para um caminho mais eficaz e que promova maior qualidade de vida ao paciente.

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