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São Lucas Copacabana recebe plataforma robótica Da Vinci Xi e realiza certificação de cirurgiões em seu centro de treinamento

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Com a chegada do robô Da Vinci Xi ao Hospital São Lucas Copacabana, o programa de cirurgia robótica passa a contar com a plataforma mais moderna do mercado e consolida o hospital carioca como referência em alta complexidade no Estado do Rio de Janeiro. O modelo oferece uma série de novos recursos ao cirurgião, responsável por controlar o robô a partir de um console dentro da sala de cirurgia.

“A principal vantagem está em um maior campo de visão”, destaca Dr. Fernando de Barros, coordenador do programa de cirurgia robótica do São Lucas Copacabana. “Com a plataforma robótica, o cirurgião é capaz de visualizar a cavidade abdominal em alta definição e em 3D, com a possibilidade de rotacionar a câmera e ganhar ampliação da imagem com comandos automáticos”, detalha.

A plataforma Da Vinci Xi traz uma evolução da ótica robótica. Tecnologias, como o “Endoscopic Plus” e o “Sensitive FireFly”, permitem uma imagem mais nítida e a possibilidade de avaliação da vascularização dos órgãos de maneira ainda mais detalhada e fidedigna.

No Da Vinci Xi, as pinças rotatórias, que simulam o movimento das mãos, oferecem uma maior precisão. Os tremores finos são filtrados e replicados de maneira muito mais precisa, até mesmo em locais de difícil acesso. Além disso, os braços articulados são mais finos e maleáveis tornando a cirurgia menos invasiva.

Mais demanda por cirurgias robóticas

Ao longo dos últimos anos, procedimentos médicos utilizando robô têm avançado de forma significativa. No Brasil, a estimativa é que, em 2020, houve um crescimento de 60% no número de operações deste tipo, em comparação com anos anteriores.

No Hospital São Lucas Copacabana, desde sua implantação em 2017, o programa já realizou mais de 1.500 cirurgias do tipo. As cirurgias bariátrica e urológica estão entre os procedimentos mais realizados hoje no hospital. No entanto, outras especialidades como a cirurgia de tórax, ginecológica e coloproctológica também passaram a ter a robótica como aliada.

“Hoje, chegamos a uma média de 50 cirurgias por mês. Há semanas que chegamos a alcançar a marca de quatro cirurgias por dia, utilizando robô”, aponta Barros.

Com o aumento da demanda por cirurgias robóticas, cresce também a necessidade de profissionais capacitados. No Estado do Rio de Janeiro, o Hospital São Lucas Copacabana é referência em capacitação, com o centro de treinamento em cirurgia robótica reconhecido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

“Nosso objetivo é atualizar nossos profissionais nas técnicas e ferramentas disponíveis por essa nova plataforma. Desde a autorização para a habilitação de cirurgiões robóticos da AMB (Associação Médica Brasileira) em 2019, já formamos mais de 40 cirurgiões e 70 cirurgiões assistentes, atuando em diversas especialidades médicas”, ressalta o coordenador.

Por ser menos invasiva, a cirurgia robótica permite procedimentos mais eficientes e menos traumáticos, principalmente para casos de alta complexidade como pacientes portadores de obesidade grave, cirurgias para câncer ou ainda pacientes com cirurgias prévias.

“Para o paciente, a vantagem está em ter uma recuperação com menos dor e cicatrizes, com excelente desfecho clínico”, conclui Fernando.

 Hospital São Lucas Copacabana  

Inaugurado em 1937, o Hospital São Lucas Copacabana é uma das principais referências em medicina de alta complexidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Suas principais linhas de cuidado são: transplante hepático, renal, renal e pâncreas, medula óssea, cirurgia robótica, neurocirurgia, oncologia e cirurgia bariátrica. Dispõe de 211 leitos e 12 salas cirúrgicas, além de Unidade Ambulatorial, com 14 consultórios, Centro de Infusão de Medicamentos e Hemodiálise Ambulatorial.

Possui Acreditação pelo Qmentum International Accreditation Program e Certificação de Serviços de Enfermagem pelo IQG – Health Services Accreditation. O Hospital São Lucas Copacabana pertence ao ecossistema de saúde da Dasa, a maior rede de saúde integrada do país, que cuida da jornada de 20 milhões de pessoas por ano. São 250 mil médicos parceiros, 13 hospitais referências e mais de 59 marcas entre medicina diagnóstica e hospitais, distribuídas em mais de 900 unidades no Brasil.

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