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Startup brasileira na área de saúde ganha reconhecimento internacional

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Ingressar no mercado americano e ampliar oportunidades de negócios em outros países é o objetivo de muitas startups brasileiras. Com essa meta o Thummi, aplicativo criado para ser um canal de comunicação efetivo entre pacientes com câncer e especialistas, clínicas e hospitais, participou do programa de aceleração da Velocity TX. A organização sem fins lucrativos faz parte do Texas Research & Technology Foundation e ajuda startups de biociência a lançar soluções para mudar e salvar vidas no mundo inteiro. “Fomos até os Estados Unidos mostrar o que fazemos em tecnologia para melhorar o suporte ao paciente oncológico”, diz a oncologista Alessandra Menezes Morelle, idealizadora da startup. A plataforma é residente na TECNOPUC, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Nesse ano de pandemia, 140 startups se inscreveram no programa de aceleração em saúde e apenas seis foram selecionadas para participar. As atividades começaram on-line em julho e migraram para o formato presencial a partir de setembro com sessões de mentorias em grupo e individuais. Na grande final, intitulada Demo Day e realizada em 4 de novembro, a Thummi (o nome vem de Tumi, o Deus inca da saúde) superou o desempenho de três startups americanas e duas chilenas e ganhou um prêmio de U$ 25 mil. “Esta premiação tem um significado gigante. É o reconhecimento de uma startup brasileira e a validação de mercado dentro e fora do Brasil das soluções que oferecemos para o paciente oncológico”, diz Alessandra Morelle.

Os recursos tecnológicos apresentados durante o processo de aceleração foram os do próprio aplicativo, como o text board de acompanhamento remoto do estado de saúde do paciente. O grande destaque em inovação fica por conta de um algoritmo de risco, desenvolvido internamente pela equipe Thummi, que informa ao paciente se ele precisa ou não ir para o hospital a partir do relato e da gravidade de seus sintomas. “O paciente fica 24 horas conectado com a equipe médica. Isso ajuda a identificar riscos que podem ser mitigados mais rapidamente pelos profissionais de saúde”, avalia Alessandra.

O Thummi foi criado em 2018, mas lançou uma nova plataforma recentemente e, nesse momento, está em processo de tração e de negociação com clientes. Baseada nos leads já conquistados, há uma previsão de receita de U$ 2,4 milhões em 2022. A startup acaba de abrir também para uma rodada de investimentos nos EUA, da ordem de US$ 1.350 milhões. Em seguida, isso vai ser realizado no Brasil para investidores que querem apostar em uma startup de saúde em processo de internacionalização, mas que já se remunera. Os valores adquiridos serão usados para ampliação da equipe, evolução do produto e estabelecimento da startup nos Estados Unidos.

Além disso, os gestores do app estão iniciando um estudo clínico para avaliação da efetividade da plataforma em pacientes em tratamento quimioterápico no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em parceria com a gerência de inovação do hospital. Os resultados devem sair em seis meses. “Temos também uma parceria com o Hospital de Amor de Barretos onde estamos iniciando um outro estudo com mulheres com câncer de mama. E por meio do hospital, fomos aprovados para uma aceleração lançada recentemente com a aceleradora Harena. Este também é um programa de mentorias e feecbacks sobre o negócio”, conta Alessandra. Tudo, claro, seguindo o propósito da startup: salvar vidas e proporcionar bem-estar a quem passa por tratamento oncológico.

Como funciona o app

O paciente reporta o que está sentindo por meio do aplicativo e o algoritmo informa sobre o risco de que algo mais grave possa estar ocorrendo. Cada efeito adverso comunicado é avaliado e o paciente é notificado sobre o autocuidado e se há necessidade de procurar atendimento médico ou emergência. “A plataforma permite fazer o monitoramento do paciente e com isso conseguir dar maior conforto a ele e ao mesmo tempo mais assertividade ao tratamento. Por meio do Thummi, é possível fazer registros diversos, desde os sintomas físicos até humor e a listagem de medicamentos. O app segue a tendência da Medicina que é monitorar o paciente onde ele estiver, além de facilitar o trabalho da clínica.

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