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Startup de saúde lança app de carteira digital de vacinas  para facilitar volta às aulas e ao trabalho

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De um lado, um app gratuito de carteira digital na nuvem para armazenar e organizar as informações de todas as vacinas já tomadas pela família, com detalhes como o fabricante, as datas, local de vacinação, e alertas sobre o prazo necessário para o retorno ao posto de saúde, à clínica ou à farmácia para que novas doses sejam aplicadas. De outro, uma plataforma de gestão de vacinas para dar aos gestores de escolas, executivos dos RH das empresas e autoridades um olhar mais abrangente do grupo sob seu cuidado, a fim de promover políticas de vacinação proativas, ou rapidamente reagir a eventuais surtos de doenças infecciosas. Abrangendo ambos, uma solução completa para ajudar indivíduos, pais, escolas, empresas e autoridades a se sentirem mais seguros com o gradual retorno à vida em comunidade, seja ela no ambiente escolar, no trabalho, no clube, na casa de shows ou em outros espaços de convivência.

Esta é a proposta da startup de saúde White Tents, que lança hoje o seu app Imune, uma carteira digital de saúde, que tem a missão de facilitar o acesso e o compartilhamento voluntário desses dados de forma segura, com privacidade e de forma prática. E, com ele, a plataforma Imune para gestores com a missão análoga de facilitar como as empresas, escolas e os locais públicos garantem a segurança e a saúde dos seus colaboradores, alunos e clientes ou habitantes.

“Nesses próximos anos será essencial que as escolas e universidades gerenciem mais ativamente a saúde e imunização dos seus alunos e professores, para cuidar das suas comunidades e garantir a abertura presencial continua. Porém também vemos uma oportunidade maior de mudar como as pessoas pensam na sua saúde, trazendo o que hoje é um processo físico e captivo, e levando-o para o mundo digital onde pessoas têm maior liberdade e controle sobre sua própria informação”, exemplifica Martin Hoberman, CEO e co-fundador da White Tents.

“Cadê” a carteirinha?

Martin provoca: “Quem é que sabe quando tomou a última dose de vacina contra tétano? Ou em que gaveta foi parar a carteirinha com esse dado?” Segundo ele, a gestão de vacinas é um desafio tanto em família quanto em comunidade. “Uma pessoa que tem a responsabilidade de cuidar de seus pais idosos, precisa manter à mão um registro fácil e detalhado de quando eles foram vacinados contra a gripe”, argumenta. “Quando esses dados estão sistematizados e detalhados na nuvem, o acesso e o compartilhamento voluntário das informações fica extremamente ágil e fácil”, defende.

“Vamos além da praticidade do app. Queremos apoiar a sociedade na sua volta ao trabalho e à escola, dando uma ferramenta para que diretores de escolas e gestores de empresas possam proativamente adotar políticas de saúde e campanhas de vacinação baseadas nos seus dados”, explica ele. Segundo o empreendedor, escolas e algumas organizações já pedem informações sobre as vacinas tomadas. E essa será uma tendência a partir da pandemia. “Estamos entregando um meio seguro para que organizações possam captar esses dados com facilidade e permitindo-os a acionar esses dados com maior utilidade caso seja necessario”, resume.

Privacidade e segurança

Matheus Couto, CTO e co-fundador, admite que os dados de saúde abrangem informações confidenciais e particularmente sensíveis. “Por isso, demos uma atenção especial a esse quesito”. A solução traz várias camadas de segurança, que vão desde a criptografia dos dados na nossa data base à criptografia na transferência dos dados (SSL), token de acesso e está em conformidade com a Lei de Proteção à Privacidade dos Dados (LGPD).

A solução possui um importante parceiro. A White Tents é uma startup do ecossistema de inovação Eretz.bio, apoiada pelo Hospital Israelita Albert Einstein. “Temos o orgulho de dizer que nossa solução recebeu valiosos inputs do departamento técnico do hospital sobre como a tornar mais robusta e segura. O hospital também fez um teste piloto com o Imune para campanhas internas de vacinação e deve adotá-lo em projetos com terceiros”, afirma ele.

Modelo de negócios

Segundo Hoberman, a startup pretende captar inicialmente mais de 100 mil usuários finais para o Imune até o final do ano e mais de 3 milhões até o final de 2022. Potencialmente o app tem aproximadamente 45  milhões de usuários finais – principalmente jovens economicamente ativos, começando a ter filhos e abertos ao uso da tecnologia para facilitar o seu dia a dia.

O app, para o usuário final, é gratuito. A receita da White Tents chega por outra porta: vem de contratos de SAAS (Software as a Service) com empresas que desejem gerenciar as carteiras digitais de seus funcionários e/ou clientes. Entre as verticais mais promissoras à adoção da plataforma da gestão coletiva das vacinas estão escolas, indústrias e municípios. Há, ainda, a possibilidade de empresas de eventos pedirem a seus clientes o upload de suas carteiras de saúde com os dados das vacinas contra o coronavírus para participarem com segurança de jogos de futebol, shows e outras atividades semelhantes. O objetivo é captar 25 escolas e empresas até o fim de 2021. E deter uma carteira de mais de mil escolas e empresas até o fim de 2022.

Interfaces com RHs e ERPS

A solução já está sendo desenvolvida com a maior flexibilidade possível, o foco estando em deixar ela pronta para encaixar com todos os maiores softwares de RH quando a oportunidade se apresentar. De acordo com Hoberman, a White Tents ainda está em rodadas de negociação com certos fundos de venture capture no Brasil e nos Estados Unidos, assim como empresas mais estabelecidas no mercado de saúde. A intenção é que a empresa se capitalize para ampliar a plataforma a novos usos – como a gestão de medicamentos usados por uma família, ou os exames de saúde realizados, criando um verdadeiro perfil de saúde pessoal e digital. “Acreditamos que a solução esteja pronta para ser adotada rapidamente em outros mercados e replicada em outras línguas”, defende.

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2 Comentários

  1. 👏🏾👏🏾👏🏾

  2. Excelente iniciativa. Finalmente los datos de Salud individual y familiar estarán ordenados y seguros en la nube. Debería ser una política pública adoptada tanto por países desarrollados como los q están en vía d de desarrollo que hoy sufren el embate de esta pandemia

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