terça-feira, junho 25, 2024
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Visão integrada sobre as próteses de silicone

por Samuel Colman
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Respondendo a tanta inquietação sobre um assunto que gera muitas dúvidas e até mesmo medos: afinal, vale a pena colocar silicone? As próteses de silicone são uma escolha pessoal e um grande passo na vida de muitas mulheres que conseguem finalmente se sentir plenamente bem, com uma melhora na autoestima e autoconfiança.  Esse é um desejo  que só pode ser decidido pela própria mulher, mas é inegável que, neste contexto, contribui com a sensação de bem-estar, entre tantos outros benefícios.

Eu não vejo problema algum quando, sem exageros e extremismos, fazemos cirurgias plásticas tanto para reparação, evidentemente, quanto para as que buscam mudar algo que incomoda ou algo que faça a mulher sentir melhor, mais bonita e mais confiante.

Agora, não dá para negar que – cada vez mais – diante do grande número de cirurgias realizadas (37 milhões de mulheres operadas no mundo), muitos pacientes vêm apresentando a síndrome de ASIA (sigla em inglês para Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvante), uma doença inflamatória e autoimune.

Então, antes de mais nada, vamos lembrar que toda reação de imunidade e doenças autoimunes tem um início com uma causa. Apesar da medicina tradicional entender que não há causa para as doenças autoimunes, é importante saber que só pode haver uma reação de autoimunidade no corpo se o próprio identificar algo estranho.

E, normalmente, as áreas mais comuns onde investigamos é a presença de verminose, exposição a metais pesados e agrotóxicos, sendo que o mais comum e frequente é a permeabilidade intestinal como uma porta de entrada. Aqui está uma das principais chaves: por isso, retirar o que inflama é por onde inicio toda a minha orientação. Um pré-operatório começa muito antes do dia da intervenção cirúrgica: merece uma abordagem completa e cuidadosa, não só com exames, mas com acompanhamento nutricional, uma alimentação adequada e cuidados integrados para a paciente, olhando para aspectos físicos e emocionais.

Assim, como podemos não pensar que a presença de um corpo estranho, como uma prótese de silicone, por mais adaptada que ela seja, ou a presença de preenchimentos de fixo ou permanente, como PMMA, possam não provocar uma reação de autoimunidade?

Na minha experiência, venho percebendo que as pessoas que não possuem nenhuma predisposição a doenças autoimunes e não tem problemas como hipermeabilidade intestinal e que cuidam do seu terreno biológico como um todo, provavelmente não vão desenvolver esse problema.

Muitas pessoas vivem com rinite, dermatites , alergias diversas, mas não querem assumir a responsabilidade sobre o que estão ingerindo, ou se contaminando, para resolver o problema pela sua causa.

Enquanto estivermos interessados em somente acharmos culpados e não fizermos a nossa parte para cuidar do nosso patrimônio que é o nosso corpo e nossa saúde, dificilmente chegaremos à “glória” de um bom resultado. É preciso conversar com um profissional que possa abrir os nossos olhos para o todo.

Somos seres espirituais que têm alma e habitam este verdadeiro patrimônio: o corpo físico. As conexões entre esses corpos vão, sim, levar à beleza que a paciente almeja. A cirurgia plástica é um apoiador, mas merece estar integrada em um contexto de cuidado com os mais diversos aspectos da vida, incluindo hábitos saudáveis diários. Se dedique.

Samuel Colman, médico cirurgião plástico.

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