sexta-feira, março 1, 2024
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Custos por transtornos mentais de empregados devem crescer, diz executiva

por Redação
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As reclamações trabalhistas relacionadas à burnout geraram gastos de R$ 2,48 bilhões para as empresas entre 2014 e 2022, o que representa uma média de R$ 306 mil por processo, de acordo com o levantamento feito pelo escritório especializado em advocacia empresarial Trench Rossi Watanabe. As cifras aumentam ainda mais quando também são considerados afastamentos por ansiedade e depressão. Além disso, com base nos dados do Fórum Econômico Mundial, a estimativa é que as despesas associadas a transtornos emocionais e psicológicos poderão chegar a US$ 6 trilhões até 2030, se o cenário se mantiver como está nos próximos anos. O que significa um impacto econômico gigante para o setor empresarial e, consequentemente, uma perda considerável de mão de obra qualificada.

Os números têm preocupado os gestores ao redor do mundo e reforçam a importância de as empresas investirem em ações de cuidados com a saúde mental dos colaboradores, que são parte fundamental para um bom desempenho financeiro das organizações. Tatiana Pimenta, CEO e cofundadora da Vittude, healthtech especializada no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas, afirma que, se parte desses valores em processos fossem direcionados para a prevenção do problema, os retornos seriam muito maiores do que as perdas.

“Estamos vendo, diante de nossos olhos, uma escalada assustadora do adoecimento mental. O aumento dos custos com contribuições previdenciárias, processos trabalhistas, dias perdidos de trabalho, hiper utilização das operadoras de saúde e turnover voluntário vem castigando o resultado financeiro de muitas empresas e comprometendo a sustentabilidade no médio e longo prazo. O que muitos líderes e gestores não conseguem enxergar é que investir em programas contínuos de bem-estar é uma saída para garantir o bom desempenho financeiro dos seus negócios”, afirma a empreendedora. “Infelizmente, ainda são poucas as empresas que oferecem programas estruturados de cuidado com a saúde mental do time, mas já é possível constatar os impactos positivos.”

Levando em consideração dados levantados na pesquisa feita pela startup Levee, questões como o absenteísmo e a insatisfação no ambiente de trabalho também entram nessa conta: a pesquisa aponta que 500 das maiores empresas no Brasil perdem cerca de R$ 230 milhões por ano, por falta de produtividade entre os colaboradores. “Além dos casos mais severos como o burnout, todo e qualquer sentimento afeta o desempenho no trabalho.

Por isso é importante que a empresa esteja comprometida a garantir um ambiente cada vez mais saudável e acolhedor, uma vez que, comprovadamente, uma equipe feliz e satisfeita entrega ainda mais resultados para a empresa”, ressalta a CEO da Vittude, que oferece um pacote de diagnóstico, health analytics, intervenções organizacionais e psicologia online para empresas que buscam melhorar a experiência de seus colaboradores.

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