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Robôs entram na luta contra a Covid-19 no mundo

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As mais recentes tecnologias de Big Data, Analytics, IA e Robótica têm sido fundamentais para o combate à Covid-19 em nível mundial, seja em espaços de grande circulação de pessoas como aeroportos, metrôs e centrais de trens, entre outros, como em hospitais, UTIs e unidades de isolamento de pacientes em monitoramento ou com resultado positivo para o vírus.

Na China, epicentro da pandemia, scanners termais instalados nas estações de trens das principais cidades já identificam a temperatura das pessoas que por lá circulam, ajudando a diagnosticar quem apresenta febre. Nas alas dos hospitais, um verdadeiro exército de robôs com rodas e luz UV circulam e desinfetam áreas e equipamentos e humanoides com tela embutida entregam alimentação e remédios, realizando procedimentos como extrair os sinais vitais dos pacientes ao mesmo tempo em que se comunicam com eles e a equipe médica através de videoconferência. Robôs e drones têm igualmente sido adotados nos Estados Unidos para proteção de pacientes e funcionários nas unidades de saúde e é só uma questão de semanas para que vários hospitais de vários países passem a adotar robôs nas condutas médicas.

O Brasil também conta com tecnologias dotadas de Inteligência Artificial capazes de ajudar no controle e combate a doenças e no bem-estar dos pacientes. Segundo André Araújo, CEO da XRobô, primeira startup brasileira especializada em aplicações para robôs de atendimento, a tecnologia robótica está em constante evolução e configura-se quase que diariamente como importante aliada da área da saúde em tempos de coronavírus ou outras emergências e situações médicas. “Há robôs que possuem telas, sensores, câmeras e bateria de alta capacidade. Se embarcados com aplicações especificamente customizadas para o setor de saúde, são capazes de monitorar pacientes 24 horas por dia, sete dias por semana, registrando atividades e a evolução dos doentes para ajudar médicos e equipes hospitalares a cumprir protocolos de forma rápida, prática e segura”.

De acordo com o executivo, inúmeros modelos robóticos e tecnologias disruptivas passarão a ser utilizados com maior frequência devido à urgência do momento. No caso dos robôs, há ainda uma gama de possibilidades que vai além, o que inclui desde a atuação de humanoides como agentes de disseminação de informação em salas de espera de consultórios, clínicas e hospitais ou como provedores de entretenimento e interação para pacientes em isolamento hospitalar – ajudando, inclusive, a amenizar os efeitos colaterais do confinamento, como ansiedade e depressão.

“No Brasil já há robôs com aplicações customizadas da XRobô em diferentes setores corporativos, como nas redes hoteleira e de varejo, mas em tais casos a interação ainda é circunscrita ao estabelecimento e ao ato de recepcionar o público e prestar informações ao cliente. A ampliação em nível mundial do uso de robôs na área médico-hospitalar, em especial – neste momento – para o combate à Covid-19 em procedimentos de higienização, limpeza e cuidados interativos com pacientes, trará maior profundidade à relação homem-máquina, trazendo o futuro para o presente e integrando a tecnologia, a transformação digital e a realidade robótica ao nosso cotidiano, com novos e excitantes benefícios à sociedade”.

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