sexta-feira, março 1, 2024
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Projeto do Sírio-Libanês, via PROADI-SUS, reduziu em 46% a mortalidade por sepse

por Redação
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O Hospital Sírio-Libanês ajudou a reduzir em 46% a mortalidade de pacientes com sepse atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que integram as Redes de Atenção às Urgências, do Sistema Único de Saúde (SUS). O número é resultado de ações promovidas ao longo do último triênio – de 2021 a 2023, quando cerca de 6 mil profissionais – enfermeiros e assistentes de enfermagem – foram capacitados, nas 84 UPAs participantes do Projeto Sepse, presente em 59 municípios de 22 estados brasileiros, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), feito em parceria com o Ministério da Saúde.

O objetivo principal do projeto é identificar e tratar precocemente os pacientes com suspeita de sepse. Até o momento, mais de 13 mil pacientes foram diagnosticados e 63% destes casos, atendidos, conforme as diretrizes do Instituto Latino Americano para Estudos da Sepse (ILAS). Conhecida como infecção generalizada, a doença ocorre quando um conjunto de manifestações graves atingem todo o organismo, produzidas por uma infecção. O organismo então, numa tentativa de combater o agente agressor, compromete o funcionamento de vários órgãos do paciente. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos.

“A taxa de mortalidade por Sepse no Brasil reflete números bem maiores do que em países em desenvolvimento”, afirma Giselle Franco, Coordenadora de Projetos no Hospital Sírio-Libanês. “Assim, é necessário que esse problema seja visto com mais atenção, tornando o diagnóstico e tratamento mais ágil, a fim de diminuir a mortalidade por essa causa”, finaliza. A cada ano, a doença é responsável por, pelo menos, 11 milhões de mortes no mundo. E no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são registrados cerca de 400 mil casos, apenas em pacientes adultos. Desse total, 240 mil vão a óbito, um índice de 60%. Já entre as crianças, o número anual de casos é de 42 mil, dos quais 8 mil não resistem, representando um percentual de 19%.

Muitos casos evoluem a óbito ainda no Pronto Atendimento, devido ao agravamento do quadro clínico, em sua maioria justificado pelo atraso no reconhecimento da doença e tratamento tardio. O Projeto Sepse nas UPAs veio para resolver isso, criando uma cultura de segurança e melhoria sucessiva.

“Estamos muito orgulhosos dos resultados obtidos pelo Projeto Sepse. A redução de 46% na mortalidade por sepse reflete não apenas o comprometimento dos profissionais de saúde envolvidos, mas também a eficácia dos protocolos implementados. Este projeto não é apenas uma conquista para o Hospital Sírio-Libanês, mas também um marco na promoção da saúde pública e no PROADI-SUS. Continuaremos trabalhando incansavelmente para disseminar boas práticas, melhorar o diagnóstico precoce e oferecer tratamento de qualidade, contribuindo assim para um impacto positivo e duradouro na vida dos pacientes atendidos nas UPAs em todo o país”, diz Giselle.

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