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Brasil reforça parceria com Reino Unido para medicina genômica

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Desenvolvimento e investimento em pesquisas para possibilitar avanços inéditos em diagnósticos e tratamentos de doenças graves, como câncer e doenças raras. Esse é um dos objetivos da parceria entre Brasil e Reino Unido para fortalecer a medicina genômica. Em Londres nessa sexta-feira, 29, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou o Guy’s Hospital e conheceu o South East Genomic Laboratory Hub (SEGLH), laboratório especializado em genomas. 

O SGLH é um dos sete laboratórios que compõem o Serviço de Medicina Genômica do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), um dos mais avançados do mundo neste tema. 

O Reino Unido conduziu o projeto 100.000 Genomas, que inspirou o programa Genomas Brasil, e sequenciou mais de 100 mil genomas de britânicos com doenças raras e câncer atendidos pelo NHS. Com as visitas às instalações, o Brasil fortalece essa parceria com o país europeu e dá mais um passo importante para a implementação de uma linha de cuidado em saúde baseada em genômica no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é ampliar a medicina de precisão e personalizada para os brasileiros, onde foco deixa de ser a doença e passa a ser a pessoa como um todo. 

Essa nova abordagem leva em consideração as características biológicas do paciente e permite fazer um diagnóstico mais preciso e prever o tratamento individualizado e as intervenções necessárias. Investir nessa área de pesquisa é uma das prioridades do Ministério da Saúde. 

Ainda nessa sexta, o ministro se encontrou o Secretário de Estado para Saúde e Assistência Social do Reino Unido, Sajid Javid. Eles trocaram experiências e desafios sobre os maiores sistemas de saúde pública do mundo – o britânico e o brasileiro. 

Genomas Brasil 

O projeto, criado em agosto de 2020, incentiva o desenvolvimento científico e tecnológico nas áreas de genômica e saúde de precisão no Sistema Único de Saúde (SUS), além de impulsionar o desenvolvimento da indústria genômica nacional. A meta é criar o maior banco de dados de genomas do mundo de uma população multiétnica, que permitirá aos cientistas novas descobertas sobre a genética dos brasileiros. 

O investimento previsto para os primeiros quatro anos do programa é de, pelo menos, R$ 600 milhões. A prioridade é criar, nos próximos anos, um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos que servirá para que a ciência compreenda a relação entre os genes e as doenças da população. 

Para isso, o projeto vai sequenciar genes de portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a Covid-19. 

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