terça-feira, junho 18, 2024
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Cirurgia robótica apresenta cenário de grande crescimento no Brasil, apesar dos desafios a serem enfrentados

por Redação
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Desde que a cirurgia robótica chegou ao Brasil em 2008 foram diversas as transformações para esse tipo de procedimento. Muitos robôs foram aperfeiçoados com evolução e maior ampliação da tecnologia. Hoje, por volta de 40 hospitais do país já oferecem a cirurgia robótica de ponta e mais de 1,2 mil médicos estão habilitados para operar esse tipo de equipamento. Além disso, o procedimento também foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022. O cenário de evolução traz otimismo. 

“A robótica tem se mostrado uma ferramenta valiosa para procedimentos complexos, minimamente invasivos e com maior precisão, o que contribui para resultados mais positivos e menor tempo de recuperação para os pacientes. O número de 1,2 mil médicos certificados para realizar cirurgias robóticas no Brasil é um indicativo promissor do desenvolvimento da saúde brasileira em relação à implantação da robótica na rotina médica. Mostra que há um crescente interesse e investimento na adoção dessa tecnologia avançada em nosso país”, explica o diretor geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Dario A. Ferreira Neto. 

Dario ressalta, porém, que ainda há obstáculos importantes a serem superados na popularização dessa tecnologia no país, como os altos custos para a sua implantação. Além disso, outros pontos também poderão colaborar como a inclusão da cirurgia robótica no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a inclusão por parte de planos de saúde. O diretor destaca que esses pontos tendem a serem alcançados nos próximos anos. 

“Se trata de um alto investimento porque envolve não apenas os equipamentos como também as estruturas das salas, a formação de médicos, enfermeiros e outros profissionais. Esse crescimento deve melhorar à medida que mais médicos procurem as certificações e que os procedimentos estejam ainda mais acessíveis nos planos de saúde e possam chegar a mais hospitais. Não temos dúvidas de que isso poderá duplicar ou triplicar nos próximos anos”, reitera. 

O diretor-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos ressalta que o hospital está entre os 40 do Brasil que possuem a tecnologia de última geração na cirurgia robótica por meio do robô Da Vinci Xi. A chegada do robô que aconteceu no mês de junho de 2023 foi feita após uma reformulação completa do centro cirúrgico do hospital, em um trabalho conjunto entre equipe de engenharia e tecnologia para garantir que o ambiente cirúrgico estivesse adequado e equipado além da adaptação de seus profissionais a essa tecnologia. Segundo ele, a presença da cirurgia robótica é altamente benéfica para a instituição. 

“Hoje já contamos com 15 médicos capacitados para realizar as operações, além de outros profissionais. Temos as cirurgias de urologia, ginecologia e torácica entre as principais especialidades presentes e queremos ampliar para outras. Nosso objetivo também é que médicos externos fiquem sabendo da disponibilidade de estrutura para cirurgia robótica e tragam suas cirurgias para o Edmundo Vasconcelos. Com isso, também iremos aumentar o número de procedimentos cirúrgicos no hospital. Esse investimento reforça nosso compromisso em oferecer cuidados de saúde de alta qualidade e avançar na vanguarda da medicina e tecnologia de última geração”, enaltece ele. 

Segundo Dario, a quarta geração do robô, presente no hospital oferece maior capacidade de fornecer uma visão tridimensional e ampliada do local da cirurgia, graças à tecnologia de imagens detalhadas e de alta resolução (incluindo em 3D), oferecendo uma visão mais clara e nítida. “Um dos principais diferenciais é que os braços robóticos oferecem mais precisão e estabilidade, o que permite uma manipulação delicada dos tecidos durante a cirurgia. Eles são feitos por meio de pinças e um controlador preciso que reduz até mesmo tremor e tensão das mãos em cirurgias tanto curtas quanto longas. Há também a melhoria com a ergonomia, já que a cirurgia pode ser feita com o médico sentado”, detalha. 

De acordo com ele, com mais eficiência, o médico poderá realizar mais de uma cirurgia por dia a depender da complexidade, o que beneficia tanto o médico quanto o paciente que terá um pós-operatório e uma recuperação mais rápida, reduzindo seu tempo de internação, custos com hotelarias, gastos hospitalares, entre outros. 

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