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Painel discute impacto da pandemia na gestão das organizações de saúde

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No último painel da 11ª edição do Forum Saúde Digital, que aconteceu nesta última quarta-feira,2, a discussão foi o centrada em como a pandemia acelerou ações transformadoras nas as organizações de saúde, que sofreram uma explosão de atendimentos de pacientes com covid-19.

Entre os convidados para o debate estiveram Nelson Garcia, diretor-executivo da GE Healthcare do Brasil; André Sugawara, fisiatra do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) e da Rede de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; Fabrício Campolina, diretor Sênior de Healthcare Transformation na Johnson & Johnson Medical Devices Latam e Avi Zins, CEO da CareI Strategic Consulting /Consultor da InterSystems.

Conforme explicou o fisiatra, André Sugawara, tanto nas epidemias quanto nos grandes desastres as instituições de saúde se prepararam para responder diferentes fases dos acontecimentos: Vigilância, Preparo, Resposta e Recuperação. “Isso já faz parte dos protocolos adquiridos com o tempo em experiências anteriores e seguem as regras da OMS para que todos sejam atendidos, ninguém seja deixado para traz e que as próprias equipes sejam monitoradas para atendimento”, explicou.

Como disse o fisiatra, as etapas preparam as instituições para como agir nestes momentos, entretanto a pandemia atual inseriu neste contexto outros fatores vitais para a continuidade dos procedimentos de atendimento, como a automação de processos, segurança de equipes médicas e de atendimento,  e a saúde mental /emocional das equipes e seus familiares ou familiares de contaminados; e agora na fase de recuperação, o monitoramento e automação de procedimentos dentro de cada unidade hospitalar.

Para Fabrício Campolina da J&J, este momento trouxe uma questão singular para a sociedade. ” Inserido nele está a reorganização do setor de saúde depois da pandemia dos procedimentos da cadeia de saúde. A gestão de saúde agora vai além dos hospitais seja pelo home care, seja pela telemedicina, mas também com a introdução da “IoT das Coisas Médicas” que proporcionaram uma mudança no comportamento dos indivíduos levando a uma verdadeira revolução ao paciente”, argumentou. Para ele,  3 pilares fundamentais para sustentação do saúde devem ser reforçados que são: a democratização das informações , a formação de novas parcerias e alianças entre os atores ( empresas, hospitais, pesquisadores etc)  e novas formas de financiamento, mais sustentáveis ao longo do tempo, para que se mantenha a cadeia de saúde mais dinâmica para atender a demanda de agora para frente.

Como reforçou Avi Zins, a gestão da informação será a grande mudança principalmente para sustentabilidade das operadoras de saúde,  que após uma grande queda de faturamento, estenderá seus serviços a novos modelos de negócios, incluindo a telemedicina, e um novo modelo de pagamento pelos usuários que se habituaram ao distanciamento e aos cuidados interpessoais.

Nelson Garcia ressaltou que o futuro do mercado de saúde tende a sensorização dos pacientes para acompanhamento de tratamentos, no tratamento remoto, na menor internação e no desfecho clínico melhor. “Para onde vamos ainda não sabemos, mas estes indícios trazidos pela experiência na Pandemia parecem que irão se desenvolver”. disse.

Sugawara reforça que na área de fisioterapia e recuperação, tanto a robotização quanto e a segurança no tratamento, prevenção e reabilitação de pacientes são uma realidade já internalizada pelos profissionais da área. “Há toda uma lógica em automatizar certos procedimentos (pela segurança do profissional e paciente), e sofisticar o atendimento sem encarecer o custo, a fim de direcionar saúde e bem-estar com respostas mais adequadas às circunstâncias”.

Fabricio  Campolina reforçou que “é muito difícil apontar para onde vai o mercado de saúde  mas o paciente quer ser atendido com um desfecho positivo porque ele não vai deixar de consumir serviços de saúde, mas é relevante que haja uma co-criação de novos modelos de atendimento com parcerias entre hospitais e operadoras de saúde baseados no valor do atendimento prestado, Essencial, também é eliminar os desperdícios seja da parte do supply chain seja da parte dos usuários”.

Para Avi Zins as respostas estão no uso da tecnologia para que haja foco no paciente, na prevenção e não no financeiro. “A cadeia de valor por performance contextualiza com o novo normal.  A tecnologia não serve apenas para gerir informações.  É muito mais ampla se evidenciarmos o “individual care”, a nanomedicina, o telemonitoramento, AI, tudo visando um aumento da abrangência e melhoria dos cuidados com a pessoa”, disse.

Nelson Garcia concordou com a avaliação dos colegas e acrescentou que “os modelos de pagamento e a regulamentação dos procedimentos assentados em fatores de relevância, como democratização das informações e colaboração entre os agentes. São indicativos que vieram para ficar e vão mudar o futuro da saúde em todo o mundo.

“O objetivo de agora em diante deve ser a melhoria da qualidade dos cuidados e está mais do que na hora que nós aqui no Brasil acreditemos nos produtos nacionais e aproveitarmos a criatividade nas inovações que serão incorporadas”, concluiu Avi Zins.

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