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Einstein incorpora novas tecnologias para diagnósticos de distúrbios do sono

por Redação
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A fim de aumentar o conforto e a assertividade de diagnósticos dos distúrbios do sono, o Einstein vem incorporando novas soluções que elevem ainda mais a qualidade assistencial e promovam tratamento adequado, inclusive a partir de iniciativas conjuntas com startups. Além dos exames já oferecidos (polissonografia tipo 1 e polissonografia tipo 2), o Einstein passa a trazer novas tecnologias para oferecer exames com métodos otimizados voltados a diferentes necessidades, que viabilizam mais conforto durante sua realização, além de uma avaliação mais precisa.

Os exames incorporam inovações que permitem que pacientes “vistam” dispositivos de monitoramento, ou seja, têm tecnologia portátil, o que evita que eles tenham que passar a noite em ambientes hospitalares para monitoramento, além da necessidade de registros manuais de sua rotina de sono. 

Dentre as novidades incorporadas no Einstein para rastreamento de distúrbios do sono, estão: a oximetria digital remota, realizada durante a noite, a partir de um dispositivo desenvolvido pela startup Biologix que é colocado no dedo do paciente e ativado pelo próprio celular, e indicada na triagem de apneia obstrutiva do sono, além do seguimento de pacientes que usam aparelhos de pressão positiva noturnos e de pacientes com doenças neuromusculares e a actigrafia, que é feita durante um período de pelo menos 21 dias consecutivos, por um dispositivo no formato de um relógio de pulso com um acelerômetro, o qual registra continuamente atividade e repouso por meio dos movimentos da pessoa, e é indicado para avaliação de quadros de sonolência excessiva, privação de sono e distúrbios do ritmo sono/vigília.

Há ainda a tonometria arterial periférica, executada por meio de tecnologia portátil que possibilita investigar e diagnosticar quadros de apneia obstrutiva do sono com altos níveis de sensibilidade e especificidade com o paciente em casa, sem a presença de um técnico e com a vantagem de requerer menor número de sensores, sendo, portanto, mais confortável.

“No caso da oximetria digital remota, por exemplo, estamos falando de uma tecnologia desenvolvida por uma startup incubada pela Eretz.bio [ecossistema de inovação e empreendedorismo em saúde do Einstein que fomenta o desenvolvimento de diversos projetos e soluções], e que pôde ser incorporada de forma muito assertiva em nossos atendimentos, por beneficiar de maneira muito palpável a rotina de exames dos nossos pacientes”, destaca Ana Paula Forti Pinca, profissional de inovação que atua na área de parcerias com startups do Einstein. 

O hospital se dispõe a inovar, ainda, na modalidade de atendimento a esses pacientes. Assim, a neurofisiologia passou a contar com a consulta especializada de um fisioterapeuta antes da realização da polissonografia. Com isso, quando solicitado, o paciente passa por uma dessensibilização e faz testes para uso da máscara mais adequada no exame, o que permite reduzir a ansiedade e auxilia na aceitação e adaptação ao procedimento.

O cuidado com esse aspecto da saúde da população tem como base a posição do Brasil como um dos países que menos dormem no planeta, sendo o primeiro entre os ocidentais. Cerca de 73 milhões de brasileiros têm alguma dificuldade para dormir, de acordo com dados da Associação Brasileira do Sono (ABS).

“Apesar de ser um problema comum, os transtornos associados ao sono podem causar doenças crônicas, baixo rendimento no trabalho, comprometimento da saúde mental, oscilações de humor e até mesmo diminuição da libido”, enfatiza Letícia Soster, neurofisiologista e médica do sono do Einstein.

A especialista explica que, durante o sono, o organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo, como o reparo dos tecidos, o crescimento muscular e a síntese de proteínas, neste momento, também é possível repor energias e regular o metabolismo, fatores essenciais para manter corpo e mente saudáveis.

“Dormir bem é uma das maneiras de preservar a saúde e bem-estar, que incluem: redução do estresse, controle do apetite, melhor desempenho da memória e raciocínio, rejuvenescimento da pele, menor risco de desenvolver doenças como diabetes e problemas cardiovasculares”, enumera.

Não à toa, a Associação Americana do Coração atualizou, recentemente, as sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, tendo incluído pela primeira vez o sono. 

Segundo a Associação, ter um descanso noturno de qualidade tem a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite.

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