NewsNewsletter

Automação no segmento farmacêutico pode evitar gargalos e trazer agilidade, diz especialista

0

O e-commerce brasileiro cresceu 20,56% em janeiro de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do indicador MCC-ENET, uma parceria entre a Companhia Compre & Confie e a Câmara Brasileira da Economia Digital. Apesar de se manter aquecido, o comércio eletrônico do setor farmacêutico é mais sensível e impactado por conta da retomada das lojas físicas por épocas sazonais e picos de demanda, como, por exemplo, a pandemia da covid-19, o que fez com que os consumidores equilibrassem mais suas compras entre o varejo físico e a compra digital.

“Em cenários como esse, contar com processos automatizados pode trazer mais agilidade e eficiência em momentos de picos dentro deste mercado, tornando o processo de separação, armazenamento e distribuição de medicamentos e produtos mais inteligente”, afirma Moisés White, executivo de vendas da Pitney Bowes, multinacional especializada em soluções de logística, envio de documentos, encomendas e pacotes.

Segundo ele, nesse segmento, as vendas online possuem processos diferentes de outros setores, como o varejo. “Ao comercializar medicamentos, existem preocupações como o lote de fabricação e a validade do item, coisas que por si só já tornam a venda online mais delicada”, completa.

O especialista diz que, no setor farmacêutico, nem mesmo a maioria dos grandes players contam com uma estrutura de automação adequada para atender às necessidades dos clientes e ainda utilizam processos manuais para realização de tarefas que podem ser automatizadas.

Além disso, diferentemente do modelo observado no varejo, as indústrias farmacêuticas contam com distribuidores, que também precisam estar com seus processos adequados de forma automatizada, para atenderem desde a separação, passando pela roteirização e até o monitoramento e controle dos lotes fabricados. “É possível automatizar no controle de lote, na rastreabilidade, ter menos erros de cadastro, separar os itens tanto no processo de picking quanto no de packing”, afirma White.

Há, também, picos de demanda de acordo com mudanças climáticas, surtos de doenças, pandemias, endemias e outros eventos que podem desencadear a procura por determinada medicação e o senso de urgência no recebimento. “Daí a importância de deixar de lado antigos processos e contar com ferramentas para realizar a triagem completa e ter uma boa rastreabilidade, com mais precisão e assertividade”, diz.

White lembra que há situações relacionadas ao picking (separação de itens) e ao packing na fase de distribuição e somente depois há o processo de embalagem e expedição — um detalhe bastante peculiar deste mercado. Ele também sugere o uso de sistemas de gestão de demandas e monitoramento de entregas para complementar o todo o processo e torná-lo mais produtivo e assertivo.

“No setor farmacêutico, esta pode ser uma estratégia interessante para atender melhor os picos e, até mesmo, compreender melhor a jornada do cliente para oferecer um produto ou serviço complementar à oferta que o cliente adquiriu. Mas isso só é possível com a adoção de tecnologias inovadoras”, conclui White.

SAÚDE DIGITALK entrevista Marcus Vinícius Gimenes, CEO da cuidar.me

Artigo anterior

Startup de impacto social oferece cirurgias oftalmológicas para pessoas de baixa renda

Próximo artigo

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você também pode gostar

Mais News