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Especialistas apontam alternativas para incorporação de tecnologia à área de saúde

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A comissão especial que discute o processo de inovação e incorporação de tecnologia na área da saúde realizou nesta quarta-feira,29, sua primeira audiência pública. O tema foi debatido com representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Luiz Henrique Pereira, coordenador-geral de Saúde e Biotecnologia do ministério, explicou que o Brasil produz uma grande quantidade de conhecimento científico, mas apenas uma parte dele se transforma em produtos e serviços para a população.

Segundo Pereira, o processo de converter conhecimento em riqueza implica risco, principalmente na área da saúde. “Em outras áreas, como tecnologia da informação, ele é muito mais ágil: os aplicativos de celular são desenvolvidos com rapidez.

Na área de saúde, explicou, por uma questão de segurança da população, “é preciso passar por todo um regulatório garantindo que esse produto, essa tecnologia, não apresenta risco, mas benefício”.

Parcerias

Para Carlos Gadelha, da Coordenação das Ações de Prospecção da Fiocruz, uma das formas de superar esse descompasso entre a produção acadêmica e a produção da indústria é justamente investir em parcerias com as empresas.

Gadelha lembrou que já existe legislação que permite a parceria para o desenvolvimento produtivo, mas ela deve ser fortalecida no sentido de ajudar o Brasil a superar o déficit no setor de saúde, que chega a US$ 10 bilhões, número inadmissível, segundo ele, num país que é o 14º em produção de ciência na área.

“Com essas parcerias as instituições públicas ganham, saem fortalecidas. Se eu enfraquecer as instituições públicas, o setor privado que produz no Brasil se enfraquece junto”, disse. Para ele, é preciso saber que em tecnologia não se pode aplicar a mesma regra de compra de produto, pois há riscos, é um processo complexo.

Na avaliação do presidente da comissão especial, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), ficou claro após a audiência que o governo “vem negligenciando sistematicamente” o setor de tecnologia e inovação.

“É importante chamarmos a atenção da Câmara sobre o tema da inovação, relevante não só para a área de saúde, para que o Brasil não tenha essa dependência de tecnologia estrangeira”, afirmou.

A audiência foi solicitada pelo deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), relator dos trabalhos na comissão.  Com informações da Agência Câmara.

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