GestãoNewsNewsletter

RHMED|RHVIDA adota o sistema MHC para avaliar e monitorar a saúde de colaboradores

0

Facilidade de uso, acesso por diferentes dispositivos e rapidez para monitorar e acompanhar diariamente o estado de saúde de seus colaboradores foram alguns dos benefícios que motivaram a RHMED|RHVIDA, especializada na prestação de serviços de saúde ocupacional e segurança do trabalho, e que conta com uma carteira de clientes superior a duas mil empresas, totalizando mais de um milhão de vidas sob sua gestão, a implementar o MHC,  um sistema de informação para gestão da saúde desenvolvido pela Mobile Health Care Solutions.

A solução é composta por cinco módulos um dos quais é o Módulo Colaborador – um aplicativo que roda em smartphones. Por meio desse app, cada funcionário entra no sistema e, após digitar login e senha, informa diariamente para a empresa as suas condições de saúde. “Ele faz sua autoavaliação, declarando se apresenta algum dos sintomas em lista definida pelo Ministério da Saúde, e informa ainda se teve contato com alguma pessoa suspeita ou diagnosticada com a Covid-19 nos últimos 14 dias, se andou de transporte público, e várias outras perguntas. Temos um protocolo básico, que segue as determinações da Organização Mundial da Saúde, mas adaptamos o questionário de acordo com a política interna de cada companhia”, explica Paulo Neuenschwander Maciel, diretor da Mobile Health Care Solutions.

O MHC foi implantado na RHMED|RHVIDA no início de agosto. “Enviamos um manual e um comunicado para os colaboradores enfatizando a importância dessa autoavaliação diária e comunicação porque o preenchimento do questionário pelo app é voluntário”, explica Élide Cervantes, Médica Coordenadora da Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Inovação da RHMED|RHVIDA. No começo, a adesão foi bem pequena, na faixa de 5%, mas atualmente já está em 30%. “Ainda estamos na curva crescente da utilização do aplicativo, o que é compatível com a população que já retornou para o trabalho presencial – cerca de metade do quadro composto por mais de 600 funcionários. O aplicativo é justamente para garantir, para quem está retornando, que tem condições adequadas de saúde. E se não tiver, o app nos informa de forma rápida para que tenhamos uma resposta de controle imediata”, destaca Cervantes.

Cada funcionário adquire gratuitamente, por meio da Play Store, para Android, ou via link para iPhone, o app Saúde em Dia, que foi desenvolvido pela Mobile Health Care Solutions sob medida para a empresa. No primeiro acesso, o funcionário deve preencher as informações de identificação e de histórico de saúde, o que é feito em cerca de 2 ou 3 minutos. E depois ele preenche só se tiver alguma alteração na saúde naquele dia, antes de entrar para trabalhar.

Todas as informações são enviadas para o sistema central, cujo algoritmo faz uma série de análises e define se aquele colaborador está ou não em condições de saúde para trabalho presencial. Caso não esteja, o próprio sistema alerta o funcionário e a empresa sobre as ações que devem ser tomadas. Por meio do Módulo de Gestão, a equipe médica tem acesso às informações coletadas e toma as ações e condutas cabíveis. “O colaborador pode ser chamado para fazer uma consulta via telemedicina, por exemplo, se houver suspeita de ser portador do coronavírus ou outras recomendações”, destaca Cervantes.

Aplicativo

Todas as informações sobre as autoavaliações, triagem e histórico de saúde de cada funcionário e respectivas decisões médicas ficam armazenadas no banco de dados do Módulo de Gestão, que é o coração do sistema. Com o Módulo Business Intelligence são gerados gráficos e relatórios operacionais que mostram a evolução da doença dentro da organização. Assim é possível, por exemplo, verificar quantos casos confirmados ocorreram, quantos casos suspeitos no momento e a evolução ao longo do tempo.

“Treinamos cerca de 50 líderes da empresa da alta e média liderança que utilizam o sistema para acompanhar quantos colaboradores preencheram o questionário no dia, se na equipe deles houve alguém que foi bloqueado para trabalhar presencialmente, se há algum caso confirmado e algum em monitoramento. Assim, temos como acompanhar os gestores e suas respectivas equipes. Mas os dados sensíveis, referentes à saúde do trabalhador, ficam visíveis só para o corpo clínico de monitoramento”, explica a médica especializada em Medicina do Trabalho e graduada em Tecnologia da Informação.

Segundo Cervantes, houve poucos casos de suspeita e de contaminação com a Covid-19 e isso ocorreu antes do uso da solução. “Depois não tivemos nenhum funcionário que teve sintomas presencialmente, e nisso o aplicativo ajudou. Os que tiveram sintomas foram afastados e permaneceram monitorados pelo aplicativo até a conclusão da quarentena”. A preocupação inicial foi com relação ao coronavírus, mas há um cuidado também com o grupo de risco que continua sendo monitorado. “Vamos acompanhar ainda, por meio do MHC, aqueles que tiveram a doença e que possam ter desenvolvido alguma patologia em consequência”. Outra preocupação é relativa às pessoas que estão adoecendo por ficarem em casa e o aplicativo dará subsídios para a empresa iniciar posteriormente o monitoramento psicossocial.

A RHMED|RHVIDA também está iniciando a implantação do MHC em vários clientes, alguns dos quais são empresas com mais de 10 mil colaboradores. “A ideia é instalar a solução em todos os clientes. Um dos segmentos que atendemos é óleo e gás, em que os funcionários que trabalham em plataformas de petróleo e embarcados em navios ficam confinados durante longos períodos. Então existe a necessidade de fazer um acompanhamento dessas pessoas até por uma atitude de apoio imediato, de agilidade adequada”, destaca Cervantes.

Segundo a coordenadora médica, a carteira de clientes da RHMED|RHVIDA é bem diversificada e inclui empresas de todos os portes das áreas de varejo, agrícola, óleo e gás, mineradoras, energia, cosméticos, entre outros segmentos.  Um ponto interessante é que com esse monitoramento as empresas têm uma nítida noção de quais são os riscos, inclusive os trabalhistas”, adianta.

Cervantes também destacou a prontidão da equipe da Mobile Health Care Solutions para fazer ajustes na solução e assim atender às necessidades específicas da empresa. A intenção é trazer os dados do MHC para dentro da nossa plataforma de gestão de saúde ocupacional. “Estamos trabalhando nesse sentido. A ideia é trabalhar com a saúde de forma integrada”, conclui.

O sistema

Paulo Maciel enfatiza que o MHC segue rigorosamente os preceitos da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. “Elaboramos inclusive um termo de uso que deve ser aceito pelo usuário, de forma que a empresa cliente assume o compromisso de assegurar a privacidade dos dados coletados, os quais só podem ser utilizados para monitoramento e acompanhamento da saúde do colaborador. Apenas a equipe médica da companhia tem acesso a essas informações”, reitera.

O MHC fica hospedado na nuvem Azure da Microsoft, em datacenter primário instalado em São Paulo, com backup em datacenter localizado nos EUA. Oferecido como SaaS (Software-as a Service), o modelo é bastante simples e descomplicado, e o tempo de implantação é de 4 a 5 dias. A Mobile Health Care Solutions também pensa na fase pós-pandemia. “Conversamos com muitos médicos e está claro que hoje o foco é a Covid-19. Mas na segunda fase, a ênfase estará nos cuidados com a saúde mental e psicológica das pessoas para que as empresas possam analisar a dimensão das consequências da pandemia e monitorar o bem-estar e a saúde de seus colaboradores. Haverá ainda uma terceira fase para análise e orientação das sequelas ocasionadas pela Covid, e inclusive para monitoramento de doenças crônicas que deixaram de ser tratadas no período da pandemia. Para algumas empresas já estamos desenvolvendo questionários para essas duas fases”, finaliza Maciel.

Sobre a Mobile Health Care Solutions

A Mobile Health Care Solutions é uma Sociedade em Conta de Participação criada pela associação das empresas TotalCad, ProConcept Sistemas e InterSyst. Atualmente, 32 empresas utilizam a solução, monitorando mais de 80 mil vidas, o que deverá aumentar ainda mais nos próximos meses com o crescimento da base de clientes. A estimativa da empresa é registrar em junho de 2021 um faturamento próximo a R$ 8 milhões.

 

Criado instituto para pesquisa e disseminação de conhecimento na área de Oncodermatologia Estética

Artigo anterior

Vichy apresenta aplicativo para análise do envelhecimento da pele que utiliza IA

Próximo artigo

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Mais Gestão